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sábado, 1 de janeiro de 2011

'Cause the hardest part of this is leaving you.

Trecho da carta de suicídio de Virgínia Woolf.


"Querido, tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê - los. 
Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser melhor a se fazer. 
Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. 
Você esteve presente como nenhum outro.
Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com essa doença terrível.
Não posso mais lutar.
Sei que estarei tirando um peso das suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei.
Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. 
Enfim, o que quero dizer é que depositei em você toda a minha felicidade.
Você sempre foi paciente comigo e realmente bom. Eu queria dizer isto - todos sabem.
Se alguém pudesse me salvar, esse alguém seria você.
Tudo se foi para mim, mas o que ficará é a certeza de sua bondade.
Não posso atrapalhar sua vida. Não mais.
Não acredito que duas pessoas poderiam ser tão felizes quanto nós."


Virgínia suicidou - se após um colapso nervoso em 1941.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Acidente de desordem

Sem mais delongas, sem apresentações. Não há o que saber. Blog desejado por muito tempo e agora no 'fim deste ano' concretizado (Não acredito em fins de ano, mas pra quem acredita, Feliz Ano Novo!).
Não vou, nem quero postar o porque escrevi cada fragmento, mas esse é especial. Foi o primeiro por mim escrito, do qual tenho grande estima. Lembra - me sorriso e conforto. 


"- Quem dera fosse paixão.
Paixão passa, queimando os corpos, fazendo - os arder em chamas.
As bocas se procuram, os dias se passam, e a paixão, enfim, vai embora.
Mas é o amor quem rouba o coração.
Destrói vidas que antes, eram felizes.
Mata, mata de verdade.
Às vezes utiliza armas, punhais.
Outrora utiliza de si próprio, pois apenas o amor é suficiente para matar.
Então me dê boa noite, me tire para dançar. Talvez a última, talvez apenas a primeira.
Eu sempre tão convicta, agora nem mesmo acerto os passos dessa valsa de despedida.
Foi culpa sua sim. Me beije como um anjo, me olhe como uma mulher.
Tenha - me em mãos enquanto pode, não me deixes ir embora. 
Meus pés estão na ponta do penhasco.
E então?
Dê - me boa noite ou me puxe de volta para a correria dos seus dias, na agonia de te esperar de volta da farra com os seus amigos. 
Jogue - me no abismo ou leve - me para a sua doce escuridão.
Se você me fizer promessas, eu as lavarei com meu sangue e te entregarei de recordação para você lembrar - me do que me causou. 
Anjo bom, trocou o dia pela noite.
É agora...
Você escolherá minha sentença.
Será que você ao menos carregaria o meu caixão?"

P.S.: Texto de autoria própria, em caso de uso para qualquer fim, credite.


Bom, nervosismo barato que se encobre com um gole de qualquer coisa que contenha álcool.  
Agradecimentos: Thiago Ciarlini, que me incentivou e me ajudou na criação.
Yurye, que fez um banner pra mim, apesar de não estar usando ele agora. Obrigada!
Pablo (Takuto, Tomoki ou o que diabos seja), que me aguentou durante toda a tarde, fazendo perguntas estúpidas.
Taysa Nascimento, pelo apoio, sempre.
Buh, por espantar a Tereza ^^'
Bom, acredito que seja isso. 
Até mais e é só, por enquanto.
Xoxo.


"O amor é Diabólico" Virgínia Woolf.