Pra mim as músicas com referências à bissexualidade apareceram efetivamente quando "I kissed a girl", da Katy Perry tornou - se sucesso, mas isso não significa que foi o marco inicial, eu apenas não tinha me dado conta...
Esses dias, em meio a uma calorosa discussão a respeito de verdadeiras pérolas de grandes compositores Brasileiros (isso não foi uma ironia), ele me mostra Flor da idade, de Chico Buarque. Ok, nenhuma surpresa, a não ser o fato da atenção no refrão cantado de forma rápida que não nos deixa perceber que a 'quadrilha' em si é muito mais enrolada do que a escrita por Carlos Drummond de Andrade.
A quadrilha de Carlos é linear, enquanto a de Chico retrata a descoberta da sexualidade pelos jovens e faz com que a sua dança dê voltas e mais voltas, num bailar infinito...
Outra diferença é que o primeiro mostra o desfecho dos personagens, enquanto o outro nada diz a respeito...
Há quem fale que há uma clara menção ao incesto, mas isso eu deixo ao critério do leitor.
Vamos conferir?
A quadrilha
Carlos Drummond de Andrade
"João amava Teresa que amava Raimundo
Que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
Que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para um convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou - se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
Que não tinha entrado na história.
Flor da idade
Composição: Chico Buarque
Chico Buarque.
"A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria.
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia.
A porta dela não tem tramela,
A janela é sem gelosia.
Nem desconfia...
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor...
N hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família.
A armadilha.
A mesa posta de peixe, deixe um cheirinho da sua filha.
Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha.
Que maravilha.
Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor.
Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua.
A gente sua.
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua.
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua.
E continua.
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor...
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa
Que amava Paulo que amava Juca que ama Dora que amava...
Carlos amava Dora que amava Rita que amava Dito que amava Rita
Que amava dito que amava Rita que amava...
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto
Que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda quadrilha!
Que amava toda quadrilha!"
Quer ouvir? Já sabe, é só clicar!
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
sábado, 29 de outubro de 2011
Como Tudo Que É...
Em um sábado iluminado, deixo algumas palavras de Drummond.
Definitivo.
"Definitivo, como tudo que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows, livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não por que nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nada, para namorar.
Sofremos não por que nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não por que nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não por que estamos envelhecendo, mas porque o fruto está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por ter conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento tão intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
'Se iludindo menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudencia egoísta que nada arrisca, e que, esquivando - se do sofrimento, perdemos também a felicidade.'
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."
Definitivo.
"Definitivo, como tudo que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows, livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não por que nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nada, para namorar.
Sofremos não por que nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não por que nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não por que estamos envelhecendo, mas porque o fruto está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por ter conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento tão intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
'Se iludindo menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudencia egoísta que nada arrisca, e que, esquivando - se do sofrimento, perdemos também a felicidade.'
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."
quinta-feira, 17 de março de 2011
Just Love.
"-O que é o amor?"
Me perguntei.
Não respondi.
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar se não amar. Que queres que te dia, além de que te amo, se o que quero dizer - te é que te amo?"
(Fernando Pessoa)
"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no espaço de beijar."
(Carlos Drummond de Andrade)
"A medida do amor é amar sem medida."
(Victor Hugo)
"Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor."
(Vladimir Maiakóvski)
"Lutar pelo amor é bom, mas alcançá - lo sem luta é melhor."
(William Shakespeare)
"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo."
(Mário Quintana)
"É um amor pobre aquele que se pode medir."
(William Shakespeare)
"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção."
(Antoine de Saint - Exupéry)
"Vós, que sofreis por que amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele."
(Victor Hugo)
"É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado."
(Guimarães Rosa)
Bom, essa foi apenas uma parte das milhares de citações sobre o amor que gosto.
Depois haverão mais, pois o amor não se encerra aqui.
Me perguntei.
Não respondi.
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar se não amar. Que queres que te dia, além de que te amo, se o que quero dizer - te é que te amo?"
(Fernando Pessoa)
"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no espaço de beijar."
(Carlos Drummond de Andrade)
"A medida do amor é amar sem medida."
(Victor Hugo)
"Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor."
(Vladimir Maiakóvski)
"Lutar pelo amor é bom, mas alcançá - lo sem luta é melhor."
(William Shakespeare)
"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo."
(Mário Quintana)
"É um amor pobre aquele que se pode medir."
(William Shakespeare)
"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção."
(Antoine de Saint - Exupéry)
"Vós, que sofreis por que amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele."
(Victor Hugo)
"É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado."
(Guimarães Rosa)
Bom, essa foi apenas uma parte das milhares de citações sobre o amor que gosto.
Depois haverão mais, pois o amor não se encerra aqui.
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