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sábado, 30 de novembro de 2013


Você não lembra, mas eu via girassóis em teus olhos.
Meio verdes, meio amarelos. Sempre com um brilho inigualável.
Você, certamente, não lembra, mas, às vezes, te escrevia cartas. Sempre dizia que te amava. 
É que, dia desses, a confusão de cores dos teus olhos e a minha letra trêmula de nervosismo invadiram minha mente. 
Pequenas coisas que os anos não apagam.
Pequenas coisas que novas coisas nos fazem esquecer.
Hoje, talvez, os girassóis estejam mais iluminados, brilhem por novas flores. Provavelmente não os verei novamente.
Será que as cartas não se tornaram um amontoado de papel picado?
Continuo a escrevê - las, mesmo tendo certeza que nunca passarão de um amontoado de papéis depositados na última gaveta de meu guarda - roupa.
Meus olhos, que quando viam teus olhos de girassol, eram secos, agora estão molhados. A ausência dói.


terça-feira, 16 de julho de 2013

Tão tarde...

Havia esperança em mim.
Esperança apesar dos anos, apesar da distância.
Meu coração ainda palpitava...
Palpitava por você...
Enganei - me durante anos.
Fingi não te amar.
Em breve sua rosa irá desabrochar em seu colo. 
Meu conto de fadas havia acabado e eu não percebi...

You and Me.
Lifehouse

"Que dia é esse?
E em que mês?
Esse relógio nunca pareceu tão vivo...
Eu não consigo prosseguir, e eu não consigo volta...
Tenho perdido muito tempo...
Por que somos você e eu,
E todas as pessoas com nada a fazer, nada a perder.
Somos você e eu,
E todas as outras pessoas.
E eu não sei por que eu não consigo tirar os olhos de você.
Todas as coisas que quero dizer não estão saindo direito.
Estou tropeçando nas palavras.
Você deixou minha mente girando.
Eu não sei onde ir a partir daqui.
Por que somos você e eu,
E todas as pessoas com nada a fazer, nada a provar.
E somos eu e você,
E todas as pessoas.
E eu não sei porque eu não consigo tirar meus olhos de você.
Existe algo sobre você agora que não consigo compreender completamente.
Tudo que ele faz é bonito,
Tudo que ele faz é certo.
Por que somos você e eu,
E todas as pessoas com nada a fazer, nada a perder.
E somos você e eu,
E todas as pessoas,
 E eu não sei porque não consigo tirar meus olhos de você.
Por que somos você e eu,
E todas as pessoas com nada a fazer, nada a provar.
E somos você e eu,
E todas as pessoas,
 E eu não sei porque não consigo tirar meus olhos de você.
Que dia é esse?
E em que mês?
Esse relógio nunca pareceu tão vivo..."

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Trouble.


Atrações fatais. Atrações por problemas.
Você era um erro. Eu sabia disso. Eu me apaixonei por você.

I knew you were trouble
Taylor Swift

"'- Eu acho...
 que quando tudo termina, apenas volta em flashes, sabe?
É como um caleidoscópio de memórias. 
Tudo volta isso, menos ele.
Acho que parte de mim sabia, desde o segundo em que o vi, que isso ia acontecer.
Na verdade, não é tudo oque ele disse ou qualquer coisa que ele fez... 
Foi... O sentimento que veio junto com ele, 
E a coisa louca é, eu não sei se vou me sentirei assim novamente,
Mas eu não sei se eu deveria.
Eu sabia que seu mundo tinha mudado muito rápido,
E... queimou muito intensamente.
Mas eu pensei... Como pode o diabo arrastar você  para alguém que parece...
...Com um anjo quando sorri pra você?
Talvez ele soubesse que...
...quando ele me viu, eu  perdi o equilíbrio,
A pior parte de tudo isso não foi perdê - lo, 
Foi me perder.'
 Era uma vez,
Alguns erros atrás.
Eu estava na sua mira, você me pegou sozinha.
Você me encontrou, você me encontrou, você me encontrou...
Acho que você não se importou, e eu gostei disso.
E quando eu me apaixonei intensamente, deu um passo para trás
Sem mim, sem mim, sem mim...
Ele está muito longe quando está ao meu lado,
E eu percebo que a culpa e minha.
Porque eu soube que você era problema quando apareceu.
Que vergonha de mim agora...
Me levou a lugares que eu nunca tinha ido,
Até me por no chão.
Eu soube que você era problema quando apareceu.
Que vergonha de mim agora...
Me levou a lugares que eu nunca tinha ido,
Até me por no chão.
Agora estou deitada no chão frio e duro.
Problema. Problema. Problema.
Problema. Problema. Problema.
Sem desculpas. Ele nunca vai ver você chorar.
Finge que não sabe que ele é o motivo pelo qual 
Você está se afogando, você está se afogando afogando, 
Você está se afogando.
Eu ouvi em sussurros na rua que você seguiu em frente.
Um novo furo em seu cinto, é tudo que serei,
Agora eu vejo, agora eu vejo, agora eu vejo...
Ele foi muito longe quando me conheceu,
E percebi que a piada era sobre mim.
Eu soube que você era problema quando chegou.
Que vergonha de mim agora.
Me levou a lugares que eu nunca tinha ido, 
Até me por no chão.
Eu sabia que você era problema quando chegou.
Que vergonha de mim agora.
Me levou a lugares que eu nunca tinha ido.
Até me por no chão duro e frio.
Problema. Problema. Problema.
Problema. Problema. Problema.
E o medo mais triste chega causando arrepios.
De que você nunca amou a mim, ou a ela, ou a ninguém...
Ou a coisa alguma...
Eu soube que você era problema quando chegou.
Que vergonha de mim agora.
me levou a lugares que nunca tinha ido,
Até me por no chão.
Que vergonha de mim agora.
Eu soube que você era problema quando chegou.
Que vergonha de mim agora.
Me levou a lugares que nunca tinha ido.
Agora eu estou deitada no chão frio e duro.
Problema. Problema. Problema.
Problema. Problema. Problema.
'- Eu não sei se você sabe quem é até que perca quem você é'" 

Apêndice.


Sentia - me um anexo daquele amor.
E o nutria.
Minha única razão de existir era o sentimento ao qual me encontrava acoplada.
Suprimia minhas vontades por aquele amor.
Como anexo, minha função era alimentar, ser comburente, e mais nada.
Mas então, do dia pra noite, ele começou a doer.
E como incomodava...
Queimava, ardia, arranhava.
Não era natural...
Fui ao médico. 
Diagnosticou. Apendicite cordial.
Recomendou: livre - se o quanto antes. Retire - o.
Viverá novamente. Normalmente.
O ser lato era eu, imersa no topor desse sentimento.
Agarrei - o. Puxei. Desprendi. Libertei - me.
Latejou.
A cicatriz deixada incomodava quando estava frio. Sentia falta de algo que me já não estava.
Os dias se passaram... O frio foi embora.
O verão acalentou meu coração, aqueceu.
O desespero inicial passou, mas os sentimentos nunca mais foram os mesmos.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

All I need...


"Às vezes eu choro por solidão.
Não que minha fome de pessoas seja insaciável, mas eu somente não tenho quem a mate na maioria das vezes.
As pessoas tornaram - se tão fúteis, e por pensar diferente você simplesmente se desprende, e quando percebe, já se isolou.
Não sei se culpo a alienação constante através de tudo que se vê, ou se culpo a mim mesma, por destoar da massa e de repente me ver aos prantos por não ter com quem trocar singelas e verdadeiras palavras de fraternidade.
Eu não quero uma amizade de veraneio, que me faça rir e depois se vá. Eu quero um abraço forte que combata meus medos, quero ter a quem contar segredos e poder me mostrar como realmente sou."

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Back to black.


Na iminência de um show, eles se fazem cada vez mais presentes em meu dia a dia.
Ela, com sua voz marcante de anjo canta músicas que são sussurros de alma.

Hello
Composição: Amy Lee / Ben Moody / David Rodges
Evanescence

"O sinal do pátio da escola toca, novamente.
As nuvens de chuva aparecem, novamente.
Ninguém disse a você que ela não está respirando?
Olá, eu sou sua mente,
dando a você alguém pra conversar. Olá.
Se eu sorrir e não acreditar?
Logo eu sei que acordarei deste sonho.
Não tente me consertar,
Eu não estou quebrada.
Olá, eu sou a mentira vivendo por você,
Assim, você pode se esconder, não chore.
De repente eu sei que não estou dormindo.
Olá, eu ainda estou aqui,
Tudo que sobrou de ontem..."


My immortal
Composição: Amy Lee / Ben Moody
Evanescence

"Eu estou tão cansada de estar aqui,
Reprimida por todos os meus medos infantis.
E se você tiver que ir,
Eu desejo que vá logo.
Por que sua presença ainda permanece aqui,
E isso não me deixa em paz.
Essas feridas parecem cicatrizar.
Essa dor é tão real,
Há tantas coisas que o tempo não pode apagar.
Quando você chorou,
Eu enxuguei todas as suas lágrimas.
Quando você gritou,
Eu lutei contra todos os seus medos.
Eu segurei sua mão por todos esses anos,
Mas você ainda tem tudo de mim.
Você costumava me cativar com sua luz ressonante.
Agora eu estou limitada pela vida que você deixou para trás.
Seu rosto assombra todos os meus sonhos que já foram agradáveis.
Sua voz expulsou toda sanidade em mim.
Essas feridas parecem cicatrizar.
Essa dor é tão real,
Há tantas coisas que o tempo não pode apagar.
Quando você chorou,
Eu enxuguei todas as suas lágrimas.
Quando você gritou,
Eu lutei contra todos os seus medos.
Eu segurei sua mão por todos esses anos,
Mas você ainda tem tudo de mim.
Eu tentei dizer tanto a mim mesma que você se foi,
E embora você ainda esteja comigo,
Eu tenho estado sozinha por todo esse tempo.
Quando você chorou,
Eu enxuguei todas as suas lágrimas.
Quando você gritou,
Eu lutei contra todos os seus medos.
Eu segurei sua mão por todos esses anos,
Mas você ainda tem tudo de mim."

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Querido Romeu...

"E o grande culpado da minha crença no amor  verdadeiro é meu avó.
Quando criança, sempre me punha no colo e lia - me contos de fadas...
Fazia - me acreditar na fascinação do fim das histórias, que o tão repetido "e foram felizes para sempre" transpunha as páginas e se concretizavam  na realidade.
Seu rosto iluminava - se ao ver meus olhos flamejarem na curiosidade da próxima palavra.
Semeava a aspiração ao amor romântico em mim, dia após dia.
Contudo, esqueceu - se de mencionar que as palavras escritas com tinta fixam - se no papel, e apenas um novo pode mudar o que fora escrito, e que o tempo passa, corre solto com apenas o virar da página.
Na minha realidade, ele vem arrastando - se apático, como o sol de verão à pino, e minha única felicidade é a brisa quente que acaricia o meu rosto como as ondas brancas que beijam a praia.
"E" e "Se" são palavras que por si não apresentam nenhuma ameaça, mas se postas juntas, lado a lado, elas tem o poder de assombrar a vida toda...
E se... E se... E se...
Possibilidades, não realizações, questionamentos, perguntas...
O que haverá de mais perturbador?
Prometi a mim mesma e ao meu avô que quando o encontrasse, não me entregaria à covardia na qual abandonaste a tua Julieta...
E foi isso que eu fiz um dia.
Tomei conduções, fiz escolhas dentro delas.
Pensei em voltar satisfeita, mas questionando - me sobre o que aconteceria se agisse de contra as expectativas.
Pensei em me surpreender e correr o risco, apostar todas as minhas fichas.
O que sempre pulsou mais forte foi o coração guerreiro, e não a rendição.
Não fui covarde.
A sorte foi lançada.
O amor de Julieta ainda permanece em mim."

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Just Another...

Começo o post, que provavelmente será bem longo, por que trata - se de um desabafo seguido de música. Não é comum que eu faça um post cheio de imagens, mas não tive como escolher apenas uma, então...
Dias difíceis, com nuvens nebulosas vinham chegando.
Há tempos eu vinha tentando ignorá - los, fingir que era apenas uma má fase e logo passaria, como muita coisa passou durante longos e tortuosos anos, cheios de altos e baixos, mas que no fim, tudo ficava bem...
Sinto dizer que fui surpreendida e atingida por uma onda que acabou por me fazer bater a cabeça e o peito, fazendo com que a trava de segurança que mantem as piores dores que já experimentei exiladas em um compartimento fosse aberta.
Digo que bati ambos por que ainda não consigo identificar a origem do problema, se ele encontra - se concentrado no centro das emoções racionais ou na reserva de sentimentos transtornados.
São dias que trazem consigo uma essência vazia, de sorrisos nos lábios, mas de olhos que não acompanham.
Olhos que, em outras ocasiões foram descritos de forma surpreendente. Que se fecharam ao toque de lábios macios.
Olhos ditos inesquecíveis, mas que simplesmente foram apagados num vislumbre para o outro lado da rua, talvez.
Olhos que hoje despejam dores na sua forma mais pura e concretam, mesmo ainda não estando habilitados a assumirem tal papel.
Agonia, angústia que marcam a pele com longas manchas pretas através das bochechas.


E não adianta questionar mais. É desperdício de tempo. Palavras não podem mudar nada, e nesse caso, nem devem, por que é nítido que a estima depositada sobre mim é zero.
O que me surpreende é que no meio de um marasmo, a ressaca atinge e o barco vira de vez.
Mas temos que lembrar que não podemos passar por cima dos sentimentos de ninguém. 
Calma aí. E os MEUS sentimentos? Eles não contam? 
Eu sou um alien, tive o coração removido ou sou feita de pedra e ninguém me avisou?
A minha maior vontade é quebrar um especifico coração como eu tive o meu retalhado. Porém, como eu não poderia deixar de ser burra, noventa por cento de mim entra em conflito com essa parte vingativa que se aloja na amargura e me impede de pronunciar uma palavra que possa afetar um músculo vivo e pulsante, do qual queria cuidar, mesmo que não fosse de forma direta. 


Mais uma vez conseguiram provar que essa função não pode ser realizada por mim com dignidade.
Por que lágrimas e humilhação tornam a cena mais interessante junto com uma carinha de bravo, diríamos que, irresistível e uma voz carregada de palavras cortantes.
É, só alfinetando mesmo pra poder aliviar tudo o que vive preso e eu tenho vontade de gritar.
E se não quiser falar de vez, vai fazer alguma diferença? Se é que alguma vez chegou a fazer diferença o meu silêncio.
É até melhor, por que até eu sempre achei minha voz estridente e meus assuntos totalmente dispensáveis.
Mas na verdade, ninguém sai mais ferido e machucado que eu, velha soldada nesta batalha de causa perdida, que mesmo assim insiste em enxergar uma minúscula luz no fim de um túnel aparentemente sem fim, entretanto que parece ter apresentado o último ato e sua faceta final.


Disso tudo me sobram gavetas reviradas, na incansável busca de que haja esperança para um futuro em algum lugarzinho, encolhida, toda remendada, tremendo de medo de um coração que insiste em brincar de peteca com a pobre que dizem ser a última a morrer.
E se eu achar, devo jogá - la nos ventos do destino e esperar respostas ou escondê - la entre as mãos e depois procurar um local seguro e aquecido?
Eu simplesmente não sei o que fazer. 
Meu coração me diz pra fazer loucuras, contanto que eu consiga recuperar um tempo que parece estar extinto, enquanto a mente grita para seguir em frente e parar de esmurrar facas,
Eu confio em Deus e sua vontade será cumprida, apenas isso. É o mais coerente.


Às vezes me questiono se terei forças o suficiente para livrar - me, e a resposta ainda vem em forma de não.
Minhas, ou melhor, nossas músicas vão me acompanhar por todos o trajeto.
Todas aquelas que eu não escrevi, mas mesmo assim dediquei a você.
Aquelas que contam histórias tristes de amores impossíveis, aquelas que me levam até você e me fazem sua garota novamente.
Existem também os contos de fadas cantados, que doem e incomodam pelo fato de nunca poder vivê - los...
"Dear God, the only thing I ask of you is to hold him when I'm not around, when it's much too far away..."
Essa música do Avenged Sevenfold representa muito para mim, porém não mais que a que eu vos apresento agora.


Verão após o ensino médio, quando nos conhecemos.
Nos beijamos no seu Mustang, ouvindo Radiohead.
E no meu aniversário de 18 anos, fizemos tatuagens iguais.
Costumávamos roubar licor dos seus pais e subir no telhado.
Falar sobre o futuro como se tivéssemos uma pista.
(Soubéssemos de algo.)
Nunca planejei que um dia eu estaria perdendo você.


Em outra vida, eu seria sua garota.
Nós manteríamos todas as nossas promessas.
Seríamos nós contra o mundo.
Em outra vida, eu faria você ficar.
Então, eu não teria que dizer que você é aquele que se foi.
Aquele que se foi.


Eu era June e você meu Johnny Cash.
Nunca um sem o outro, nós fizemos um pacto.
Às vezes quando eu sinto a sua falta, coloco aquelas músicas para tocar.
Alguém disse que você removeu sua tatuagem.
Te vi no centro, cantando Blues.
É hora de encarar a música: Eu não sou mais sua musa.


Em outra vida, eu seria sua garota.
Nós manteríamos todas as nossas promessas.
Seríamos nós contra o mundo.
Em outra vida, eu faria você ficar.
Então, eu não teria que dizer que você é aquele que se foi.
Aquele que se foi.



Aquele...
Aquele...
Aquele...
Aquele que se foi.


Todo esse dinheiro não pode comprar - me uma máquina do tempo... Não...
Não posso substituí - lo com um milhão de anéis... Não...
Eu deveria ter dito o que você significou para mim...
Mas agora eu pago o preço.


Em outra vida, eu seria sua garota.
Nós manteríamos todas as nossas promessas.
Seríamos nós contra o mundo.
Em outra vida, eu faria você ficar.
Então, eu não teria que dizer que você é aquele que se foi.
Aquele que se foi.


Aquele...
Aquele...
Aquele...


Em outra vida, eu faria você ficar.
Então, eu não teria que dizer que você é aquele que se foi.
Aquele que se foi.


É possível que canções de amor tenham feito toda uma geração sofrer?
Sofremos por que ouvimos as canções ou as canções fazem com que a gente sofra?
Essa música me faz pensar nos "E se..." da vida que deixamos escapar...
Será que a vida que vivemos é aquela que deixamos de ter? Ou é a que o acaso fez questão de nos dar?
Nossas escolhas nos determinam?
O que faríamos se tivéssemos uma máquina do tempo?
Concertaríamos tudo?
Essa música com toda certeza vai fazer com que todos aqueles que já se jogaram nos abismos vertiginosos da paixão e que perderam para a morte do relacionamento (no sentido figurado ou real) se identifiquem.
E Johnny Cash brinda com o blues da tristeza da separação.
Mas nada disso pode ser mudado, por que é só mais uma história que deixou de ser contada.
Mais uma narrativa que poderia ter sido e não foi.


sábado, 29 de outubro de 2011

Como Tudo Que É...

Em um sábado iluminado, deixo algumas palavras de Drummond.

Definitivo.


"Definitivo, como tudo que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows, livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não por que nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nada, para namorar.
Sofremos não por que nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não por que nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não por que estamos envelhecendo, mas porque o fruto está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por ter conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento tão intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
'Se iludindo menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudencia egoísta que nada arrisca, e que, esquivando - se do sofrimento, perdemos também a felicidade.'
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Já Não Sei Como Dizer Que Sinto.

"Éramos partes de um todo.
Juntas, estávamos completas.
Então você se foi...
Fiquei eu, metade que perdeu seu encaixe.
Um ano passou.
A terra tornou a mesma posição que já esteve algum dia.
Dia de dor...
Ainda dou rizadas de nós.
Éramos partes de um todo.
Nossas mãos uniam - se perfeitamente.
Você já não está.
A saudade é o que me envolve agora, que não tenho mais seus abraços.
Mas na memória permanece intocada, como a flor selvagem que é banhada pelo sereno da noite e a luz do luar."


Adriana Nakagawa, imensas saudades. O maior amor, o mais infinito e bonito. 


P.S.: Texto de autoria própria, em caso de uso para qualquer fim, credite.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Rose That Won't Bloom.

Kristy, are you doing ok?
Composição: Indisponível.
The Offspring.

"Há um momento no tempo,
E ele está preso em minha mente.
Caminho de volta.
Quando éramos apenas crianças.
Porque seus olhos contaram a estória de um ato de traição,
Que eu soube alguém ter cometido.
Oh, ondas do tempo!
Parecem apagar as cenas dos nossos crimes.
Para você essas cenas nunca se apagam...
Você consegue ser forte?
Você consegue seguir em frente?
Kristy, você está bem?
O inverno a manteve...
Não desperdice sua vida tentando resgatar o que lhe foi tirado.
Apesar das marcas do seu vestido serem cuidadosamente cobertas,
Eu sabia que algo estava errado.
Eu deveria ter falado alguma coisa.
E me sinto tão arrependido agora...
Eu mal sabia, por que éramos jovens demais.
Oh, nuvens do tempo!
Parecem chover na inocência deixada pra trás.
E a lembrança nunca vai embora...
Você consegue ser forte?
Você consegue seguir em frente?
Kristy, você está bem?
A rosa que não irá desabrochar.
O inverno a manteve...
Não desperdice sua vida tentando resgatar o que lhe foi tirado.
Oh, nuvens do tempo!
Parecem chover na inocência deixada pra trás.
E a lembrança nunca vai embora...
Nunca vai embora...
Você consegue ser forte?
Você consegue seguir em frente?
Kristy, você está bem?
A rosa que não irá desabrochar.
O inverno a manteve...
Não desperdice sua vida tentando resgatar o que lhe foi tirado.
Não desperdice sua vida tentando resgatar o que lhe foi tirado..."

Letra Original.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Ponte do Arco - Íris

Hoje é dia de São Francisco de Assis - Protetor dos animais.
Decidi homenagear aquele que é muito presente e importante pra mim...
Aquele do qual sinto saudade todos os dias, desde o momento que acordo, até quando vou dormir.
O que invade meus sonhos, trazendo consigo as lembranças mais lindas, dos dias mais incríveis e maravilhosos da minha vida.
Sinto tanta falta... Do seu pelo preto e lustroso. Do seu jeito bandoleiro. Da nossa forte ligação.
Até de todos os cuidados necessários sinto saudades...
Daquelas patinhas traseiras, do focinho molhado, das brincadeiras...
Os nove anos passaram como nove meses...
Nove meses de gestação de um filho. Meu filho.
Mas ele partiu... E levou consigo metade de meu coração.
Os pequenos detalhes me mostram meu Nick...
Em algumas situações penso que ouço seus latidos...
Mas como animal especial que é, tenho certeza que está no céu, resplandecendo.
A estrela mais brilhante.
Pego - me aos prantos, quando bate um aperto opressor no peito, dilacerando tudo que há por dentro.
E quando isso ocorre, imagino - o com aquele olhar cativante, as orelhas levantadas (da maneira que se apresenta na foto) e dizendo - me: (sim, por que nós conversávamos) "Mamãe, larga de ser besta, eu tô bem."
E sempre me vejo a responder: "Eu sei, meu amor. Mamãe te ama e sente sua falta..."
E sente muito sua falta. Daria tudo pra te ter de volta...

A ponte do Arco - Íris:


"Nesse lado do paraíso existe um lugar chamado 'Ponte do Arco - Íris'.
Quando um animal morre, aqueles que foram especialmente queridos por alguém, vai para a ponte do arco - íris.
Lá existem campos e colinas para todos os nossos amigos especiais, pois assim, eles podem correr e brincar juntos.
Lá existe abundância de comida, água e raios de sol. Nossos amigos estão sempre aquecidos e confortáveis.
Todos animais que já ficaram doentes e velhinhos estão renovados com saúde e rigor.
Aqueles que foram machucados ou mutilados, estão perfeitos e fortes novamente, exatamente como nós nos lembramos deles em nossos sonhos, dos dias que já se foram.
Os animais estão felizes e alegres, exceto por uma coisinha: Cada um deles sente saudades de alguém muito especial, alguém que foi deixado para trás.
Todos eles correm e brincam juntos, mas chega um dia quando um deles para de repente e olha fixo na distância.
Seus olhos brilhantes estão atentos.
Seu corpo impaciente começa a tremer lentamente.
De repente, ele se separa do grupo, voando sobre a grama verde, mais e mais rápido.
Você foi visto. E quando você e seu amigo especial finalmente se encontrarem, ficarão unidos num reencontro de alegria, para nunca mais se separar.
Os beijos de felicidade vão chover em sua face.
Suas mão novamente vão acariciar a tão amada cabecinha, e você vai olhar mais uma vez dentro daqueles olhinhos cheios de confiança, que há muito tempo haviam partido de sua vida, mas que nunca haviam se ausentado de seu coração.
Então, vocês, juntos, cruzarão a ponte do Arco - Íris."


Fonte: Capelinha de São Francisco - Memorial dos Pets.

Hoje, o que me faz erguer a cabeça é Billy, meu presente que foi ficando aqui em casa na lei da força mesmo, mas que hoje me faz dar um passo de cada vez.
Ele me dá forças...
Eu o amo, e tenho certeza que seu irmão, onde quer que esteja, também o ama profundamente.
E nós dois nunca o esqueceremos.

The Reason.

"Todos nós temos um motivo para seguir.
Algo que nos motiva a viver, que dá alegria à nossos dias.
Muitas pessoas demoram até encontrar seu motivo, outras, muitas vezes, nem o encontram.
Eu me encaixava na última opção.
Minha vida não tinha alegria. Sequer resquícios de cores.
Morava em um mundo cinzento. Preto e branco, talvez.
Então aconteceu você..."


P.S.: Texto de autoria própria, em caso de uso para qualquer fim, credite.


Felicitações para Luís Henrique! Parabéns pra você... Pessoa especial!

Sobre a Morte III.

É, chegou o momento mais esperado da semana! (Perdões pelos dois dias que eu 'furei' aqui...)
A terceira pergunta vem ai:

3. Suicídio: Coragem ou covardia?

R. "Uma bala na cabeça. Overdose. Uma corda no pescoço. Fuga, fuga!
Quem vai julgar? Quem?
A saída mais próxima. Rota de escape.
É um crime impagável.
Mas é crime?
É coragem apontar para si e puxar o gatilho?
É covardia não enfrentar o que lhe espera atrás das barreiras da sua mente?
O corpo que tomba, está livre agora.
Nenhuma dor o atinge mais...
Pra quem fica? O sofrer...
Egoísmo?
Não pensou em pai, mãe, cachorro, avós, periquito, papagaio...
Apenas exterminou todos seus demônios de uma vez só.
Não há mais a luz do dia.
Condenado a escuridão.
Algo após que perdoe os pecados?
Há pecados?
E os motivos?
Acabou... 
Foi com quem mais não está..."


E o terceiro capítulo dessa trama se foi.
Vamos só explicar as duas frases em negrito.
Não meus queridos, eu não quis dizer que você vai pro inferno, nem quis ser irônica. Eu só disse que como você morreu, não pode enxergar mais o sol. (Não com esse corpo físico, com o qual estamos acostumados.)
Bom, isso era tudo, só pra não deixar dúvidas.
Deixo bem claro também que não faço apologia a morte, suicídio ou a qualquer outra coisa parecida, e isso é apenas a exposição de um ponto de vista, bem imparcial, diga - se de passagem...

sábado, 1 de outubro de 2011

Sobre a Morte II.

Voltando com as questões filosóficas "Bibiistas" ou "Beatriziistas", como preferir. I'm not a normal person, ok.
Sem mais enrolações, por que o que realmente interessa é a resposta de grande importância para a humanidade:
(Como se eu realmente pudesse responder...)

2° Para onde vamos depois da morte? O que te garante isso?

R. "Como lugar certo, dentro de um caixão, com os tão ditos 'sete palmos' acima de mim. (Na verdade, gostaria de ter meu corpo doado à Universidade Federal de Pernambuco, mas isso é assunto pra depois...)
Conceitos de vida pós morte são encontrados em qualquer esquina. Mas e a vida? O que é viver? Voltando ao ponto da questão anterior, essa é a forma de vida que nós conhecemos? Talvez haja algo além de nós, planos mais 'evoluídos', e viver seja peregrinar entre eles.
Podemos ser únicos, e a morte apenas o fim.
Da mesma forma que nossos atos 'terrenos' possam ser julgados para que nós sejamos destinados a um lugar melhor ou pior.
E por que não estar no céu? Ou no inferno?
Mas quem faz o céu e o inferno? Seríamos nós mesmos?
Nada, nada me garante.
Hoje estou aqui. Amanhã? Quem sabe...?"


É isso, meus peregrinos, amanhã teremos a terceira e penúltima parte!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sobre a Morte.

Considerações sobre a morte de uma semana atrás.
'Provinha' de filosofia que o querido professor Durvalino Durval nos mandou fazer.
O objetivo era responder as questões de acordo com sua opinião e também de acordo com os pensamentos de grandes filósofos. Nós já havíamos realizado um trabalho e tivemos duas semanas de aula sobre o tema.
Eu, como exímia estudante e grande filosofa que sou, resolvi responder de acordo com minhas próprias dimensões. Na verdade, grande amostrada e não foram respostas, creio que sim mais questionamentos.
Essa saga sobre a morte será composta de 4 (quatro) perguntas.
Vamos lá para a primeiríssima!

1º O que é a morte?

R- "O que é a morte? O que é morrer? Quando realmente morremos? Quando paramos de respirar, talvez...? O que te dá a certeza de que não passamos de seres que já se foram?
A verdade é que esta morte que conhecemos, movimenta o mundo.
Essa morte "bonitinha" de funerais e caixões, dá vazão a vários setores econômicos, diria até globais.
Não seria exagero dizer que a morte faz, propriamente, a vida.
Somos construídos e nos edificamos por entre a ébria fumaça fúnebre.
Temos aquela consciência despertada no além do desespero, quando nos deparamos com faces pálidas envoltas por flores, e pensamos na futura deterioração do corpo que conhecemos e nos momentos que jamais voltarão a ser compartilhados.
A morte entre quem fica é algo passageiro.
Os dias passam e o conforto invade a memória.
Você recorda em algumas situações, apenas, e ainda assim, de forma bem amena.
Não se inspira a morte. E seria enlouquecedor fazê - lo.
A morte é como aquele filme, que às vezes acabamos por rever."


E a minha epopeia mortal continua...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Palavras, Pequenas Palavras.

"Novamente, mais uma noite sozinha.
A solidão emana do céu negro, e contrastantemente, estrelado.
O que me acompanha é a beleza de flores num vaso, sobre a mesa.
Durarão dois ou três dias a mais, quem sabe...
Estão condenadas, verdadeiramente, a putrefar.
Efemeridade dos dias, que voam.
Entretando, nesse curto período, conseguem exalar o máximo de perfume, desfrutando da elegância das cores, despertando a admiração de quem as vê.
Mas não é presa a essas emoções que quero estar.
De olhos fechados, atravesso todas as barreiras da razão à sua procura.
Como a brisa da madrugada ébria, adentro cada canto, cada bar, beco e viela, numa tentativa fracassada de encontrá - lo.
Quem seria? Quem seria?
Retorno, aturdida como o doce anjo, que almejava ao sol, ao mesmo tempo em que viu a morte iminente.
Reencontro - me em meu quarto, de paredes pálidas e tiranas, onde nem o rubor das rosas consegue resgatar a vida.
Procuro algo que afaste sentimentos opressores, então, foco o olhar em uma simples folha, um pouco amassada, já manchada por tinta preta da caneta que repousa a seu lado.
Escrevendo, transformo meus demônios em palavras reconfortantes.
E como todo grande ato de entrega, inspiro e expiro suavemente, sentindo o ar invadir meus pulmões e abandoná - los.
Então, elas saltam sobre o papel, efusivamente.
E os versos, bárbaros, desbravam toda extensão da superfície leitosa.
Olhos ressacados e tontos revelam uma alma imétrica e insolenemente verborrágica.
Alma que não consegue encontrar, de modo algum, rima para a saudade."


P.S.: Texto de autoria própria, em caso de uso para qualquer fim, credite.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Reflexo N'água.

"Algumas vezes, quando olho no espelho, penso:
- Quem é você e o que fez comigo?
O que aconteceu com aquela menina que caprichava no lápis de olho, ouvia músicas melancólicas e vivia com expressão triste?
Acho que ela cresceu.
Espreitou - se.
Se escodeu.
Foi substituída por um alguém.
Um alguém de feições abatidas e pálidas.
Alguém que tornou - se hospedeira permanente da dor.
Por favor, devolva - me o meu a antigo eu, tempo.
Ela sabia sorrir.
Apesar de sofrer pelo mundo a sua volta.
Apesar das manchas pretas ao redor dos olhos.
Ela Sabia.
Ela sorria."


P.S.: Texto de autoria própria, em caso de uso para qualquer fim, credite.

De volta, após um longo bloqueio criativo e problemas persistentes no computador.
Quero parabenizar a minha irmã, Danny, pelo conceito "A" no mestrado pela UFRJ. Parabéns Mestra!!
Ah, e se você quizer acompanhar os devaneios dessa pequena rebenta, irmã minha, é só visitar o Mundo da lua da Danny. Garanto pelo -You bleed que não vão se arrepender.
Quero parabenizar também, minha mãe, que completa mais uma translação amanhã! Parabéns mainha.
E por fim, encerro por hoje desejando que dias melhores cheguem... Sinceramente, eu anceio por isso!
E esse foi mais um plantão do desabafo.