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sábado, 30 de novembro de 2013


Você não lembra, mas eu via girassóis em teus olhos.
Meio verdes, meio amarelos. Sempre com um brilho inigualável.
Você, certamente, não lembra, mas, às vezes, te escrevia cartas. Sempre dizia que te amava. 
É que, dia desses, a confusão de cores dos teus olhos e a minha letra trêmula de nervosismo invadiram minha mente. 
Pequenas coisas que os anos não apagam.
Pequenas coisas que novas coisas nos fazem esquecer.
Hoje, talvez, os girassóis estejam mais iluminados, brilhem por novas flores. Provavelmente não os verei novamente.
Será que as cartas não se tornaram um amontoado de papel picado?
Continuo a escrevê - las, mesmo tendo certeza que nunca passarão de um amontoado de papéis depositados na última gaveta de meu guarda - roupa.
Meus olhos, que quando viam teus olhos de girassol, eram secos, agora estão molhados. A ausência dói.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Dark clouds.

Acontece que estou pesada demais para ficar em silêncio; Pesada demais para escrever.
Nada, nada nessa vida compara - se a frustração de decepcionar as pessoas que você ama, mesmo que o resultado dependa de uma série de fatores, combinações.
Acima de tudo quando o resultado depende muito de você.
E o que está por vir?
E os risos amargos de decepção de quem apostava as fichas em você? As apostas sempre são altas...
E o que eu perdi? O que eu os fiz perder?
A vida tem que seguir, essa é a única coisa da qual consigo me recordar... Eles me disseram isso em algum momento, mas eu bloqueei.
Meu peito enche - se de angústia quando penso neles e nos tiros que dispararam em vão por mim.
Eu só queria pedir desculpas, mas não tenho forças para isso.
Eu só queria dizer que sinto muito e que faria as coisas da melhor maneira possível, se pudesse.
É árduo combater as lágrimas, a dor e a frustração, mas elas estão descritas nas regras como consequências quase obrigatórias.
Não há o que ser feito...
Infelizmente, não posso voltar esse capítulo para tentar, novamente, entender como o jogo funciona. Já participo dele há alguns anos...
#Status da UPE: Tente outra vez...

sábado, 14 de maio de 2011

Entenda.

Alguém em seu lugar
Composição: Jay Vaquer
Jay Vaquer

"Medo. Era medo de errar.
Tarde. Muito tarde pra consertar.
Sem você deixo de ser o que desejo.
Eu não sei reconhecer o que não vejo.
Não vou fabricar alguém pro seu lugar.
Cedo. Muito cedo pra provar outras cores, novos planos.
Sonhos, dores. Desenganos.
Sem você, perco meu prumo, rumo, norte.
Sim, eu sei, devo contar com a minha sorte e não procurar alguém pro seu lugar.
Explode em silêncio a frase pronta que você lançou:
"O tempo sempre cura toda e qualquer dor de amor."
Sem você, perco meu ponto de partida.
Sim, eu sei, resta tentar tocar a vida, mas não haverá alguém em seu lugar."


Letra Original.

sábado, 7 de maio de 2011

Just a little.

"Não, eu não sou nada wild. Não pelo menos como aquele guri imagina.
Sim, aquele que fica sentado ao meu lado e me olha, não de um jeito torto, mas como se me soubesse o que se passa em mim.
Talvez ele possa explicar melhor que eu mesma, pois já não sei há algum tempo.
Eu sou aquela que tem erros como todos, mas a que os erros parecem ser mais fulminantes que os do resto do mundo.
Que sempre tem um dedo apontado pra sua face dizendo que não está certo.
A que talvez tenha aprendido a lutar, mas sempre soube que tudo levava à desistência.
E a que abdicou também. Talvez do que julgava mais precioso e que o que antes tentava guardar pra si, seguro em suas mãos, agora brilhasse ao mundo.
E com isso aprendeu a respeitar quem sequer conhecia por se colocar em seu lugar e se imaginar em situação semelhante.
A que sempre tropeçou, mas que nunca aprendeu com os tombos, sempre voltando a cometer os mesmos erros.
E no fim, sempre é a mesma coisa: Uma porta trancada e a ebulição em seu ser.
Os sentimentos que ameaçam estourar seu peito e que tentam se mensurar em suas lágrimas, porém nunca se bastam.
É algo que não tem começo nem fim, sempre acontece como se fosse natural.
A efervescência dos gritos contidos em minha garganta são contidos pelas próprias mãos afagando os emaranhados cabelos.
Com o olhar embriagado e os lábios carmim, transbordados da volúpia narcisista, que se consome ao olhar no espelho.
Sempre cantarolando qualquer música que contenha sentimento de culpa ou perda, ou animação mórbida e passageira.
Com um passado que condena, indica e rejeita, diz palavras certas para pessoas erradas.
Levanta pelas manhãs, desejando ter se tornado um pouco mais invisível ou que apenas, as datas que saltam do calendário de anos anteriores tenham sido apenas sonhos tortuosos.
E só apenas deseja viver. Viver e fugir.
Cada ano, um lugar diferente. O mesmo toque.
A face que se contorceu na palma da mão que outrora deslizou sob todo corpo.
A alma fugitiva que salta e embala o dorso.
A terceira pessoa que vos fala, é a mesma que se apresenta em primeira, não tento espanto nos desejos que se configuram em apenas um."

P.S.: Texto de autoria própria, em caso de uso para qualquer fim, credite.

sábado, 30 de abril de 2011

So cold.

Para terminar a semana, nada melhor que algo sóbrio e deprimente, como a música "Back to December", da Taylor Swift.
A voz dela não é esplendorosa, mas há uma doçura diferencial que faz com que se possa "sentir a música" intensamente.
Um aspecto positivo pra mim no clip, que muito me chama a atenção e me faz gastar algumas linhas sobre é o peso que há nele.
É como se houvesse um paralelo entre o que ela sente e a neve que cai sobre ela e invade a casa.
Enquanto ele caminha do lado de fora, o frio está contido lá dentro, como se houvesse uma conexão entre ambos.
Ele quem congela, mas a dor é sentida por ela.
E há uma maneira sutil de tristeza na expressão de ambos, algo que cria uma atmosfera envolvente.

Back to December
Composição: Taylor Swift
Taylor Swift

"Eu estou tão feliz que você arranjou tempo pra me ver.
Como está a vida?
Me diga. 
Como está sua família?
Não os vejo faz tempo...
Você está tão bem.
Mas ocupado que nunca.
Conversa fiada. Trabalho. O clima...
Você levantou sua guarda e eu sei porque.
Por que a última vez que você me viu ainda está marcada em sua mente.
Você me deu rosas, e eu deixei que elas morressem...
Aqui estou eu, engolindo o meu orgulho.
Na sua frente, pedindo desculpas por aquela noite.
E eu ainda vou para Dezembro a toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudade de você.
Queria ter percebido o que tinha quanto você era meu.
E eu vou pra Dezembro, volto atrás , e faço tudo certo.
E eu vou pra Dezembro toda hora.
Não tenho dormido ultimamente.
Fico acordada, relembrando como fui embora.
Quando seu aniversário passou, e eu não liguei.
Eu penso no verão... Todas as horas bonitas.
Eu assistia você rindo do lado do passageiro.
E eu percebi que amava você no outono.
Depois veio o frio.
Com os dias escuros, quando o medo rastejou por minha mente.
Você me deu todo o seu amor,
E tudo que lhe dei foi o Adeus.
Aqui estou eu, engolindo o meu orgulho.
Na sua frente, pedindo desculpas por aquela noite.
E eu ainda vou para Dezembro a toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudade de você.
Queria ter percebido o que tinha quanto você era meu.
E eu vou pra Dezembro, volto atrás , e faço tudo certo.
E eu vou pra Dezembro toda hora.
Sinto falta da sua pele bronzeada, seu doce sorriso.
Tão bons pra mim.
Tão certos.
E como você me segurou em seus braços naquela noite de Setembro.
A primeira vez que você me viu chorar.
Talvez isso seja pensamento positivo.
Provavelmente meus sonhos sem fundamento.
Se nós nos amassemos novamente, eu juro que te amaria certo.
Eu voltaria no tempo e mudaria, mas eu não posso.
Então se sua porta estiver trancada, eu entendo.
Aqui estou eu, engolindo o meu orgulho.
Na sua frente, pedindo desculpas por aquela noite.
E eu ainda vou para Dezembro a toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudade de você.
Queria ter percebido o que tinha quanto você era meu.
E eu vou pra Dezembro, volto atrás , e faço tudo certo.
E eu vou pra Dezembro, volto atrás
E mudo minha própria mente.
E eu vou pra Dezembro toda hora.
Toda hora."

 Letra Original.

domingo, 24 de abril de 2011

Não tem fim a loucura do coração humano...

Strani Amori
Composição: R. Buti, Cheopi, M. Marati, A. Valsiglio
Renato Russo / Legião Urbana

"Me desculpe, mas devo ir embora.
Eu sabia que era uma mentira.
Quanto tempo perdido atrás de você, 
Que promete e nunca muda.
Estranhos amores que nos colocam em problemas,
Mas, na realidade, somos nós.
E na espera de um telefonema,
Brigando para que esteja livre,
Com o coração no estômago
E um nó na garganta.
Ali sozinho, dentro um arrepio,
Mas porque ele não está.
E são estranhos amores 
Que nos fazem crescer e sorrir
Entre lágrimas.
Quantas páginas para escrever.
Sonhos livres para dividir.
São amores normais a esta idade
Que se confundem dentro da alma.
Que se interroga sem se decidir
Se é um amor para nós.
E quantas noites perdidas a chorar
Relendo aquelas cartas
Que não consigo jogar fora.
No labirinto da nostalgia,
Grandes amores que terminam,
Mas porque ficam no coração?
Estranhos amores que vão e vem.
Nos pensamentos se escondem.
Histórias verdadeiras que nos pertencem,
Mas se perdem com nós.
Amores estranhos, frágeis.
Prisioneiros, livres.
Amores estranhos que nos colocam em problemas,
Mas, na realidade, somos nós.
Amores estranhos, frágeis.
Prisioneiros, livres.
São amores estranhos que não sabem viver.
E nós estamos perdidos dentro de nós.
Me desculpe, mas devo ir embora.
Desta vez é uma promessa.
Por que eu quero um amor verdadeiro.
Sem você."

Letra Original.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ninguém copia. Ninguém leva. Ninguém divide.

Textos, frases e fragmentos de uma de minhas autoras favoritas (e Brasileira!), além de roteirista da melhor série nacional em minha opinião (Aline) da atualidade: Tati Bernardi.

"(...) Eu nunca vou entender por que a gente volta pra casa querendo ser de alguém, ainda que ainda a gente esteja ao lado do outro. Eu nunca vou entender por que você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais.
Mas aí, daqui uns dias... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre. Querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E e vou topar. Não por que seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas por que você me lembra o mistério da vida. Simplesmente por que é assim que a gente faz com a nossa própria existência: Não entendemos nada, mas continuamos insistindo."


"(...) Me recordei rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi por ainda não estar preparada para elas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade de ser permanente...
Recordei de amigos e parentes distantes, aqueles que eu sempre deixo para depois porque moram muito longe ou acabaram se transformando em pessoas muito diferentes de mim. Sempre penso: "mês que vem faço contato com eles." E se não tiver mês que vem...?"


"(...) Minha vontade é que ele me perguntasse se eu quero um pouco de chá gelado e se eu gostaria de ver um dos seus filmes estirada nas grandes almofadas... Eu mais uma vez me pergunto como é mesmo como se faz a coisa mais profunda do mundo com total superficialidade. Como é que se ama sem amor? Como é que se entrega de dentro de uma prisão? Nunca soube...
...Ainda é cedo e eu preciso de amor. Só um pouquinho de amor...
Quero que ele veja o quanto mudei por causa dele, na esperança que seu riso congelado saia do automático e eu ganhe um único sorriso verdadeiro...
Talvez meu amor tenha aprendido a ser menos amor só para nunca deixar de ser amor."


"(...) Os grande amores são assim mesmo, eles nos dão o caminho da emoção , mas os sentimentos de verdade são apenas nossos, ninguém copia, ninguém leva, ninguém divide.
Eles não sabem fugir para o lado sagrado do peito, eles não sabem dormir num lençol branco e puro e sonhar com tudo o que é bom na vida. 
Eles não sabem abraçar um amigo de verdade e encontrar um grande amor."


"(...) Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei tanta banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, que não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.  
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
... Não sinto saudade do seu amor. Ele nunca existiu. Nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu...
...Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na tua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado.
Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças.
Eu não mandava no que sentia por você. Não aceitava. Não queria, e ainda assim era inundada diariamente por uma vida trezentas maior que a minha. 
Eu te amava por causa da vida, e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza...
... Sinto falta de quando a imensa distância ainda não em deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos.
Sinto falta de lembrar que você me via tanto, mas preferia fazer que não via nada.
Sinto falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi tentar não entender e apenas sentir. Sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber as suas coxas, a pele lisa, o joelho,a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras.
Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria."


"(...) Amar dói tanto que você fica humilde e olha de verdade para o mundo, mas ao mesmo tempo fica gigante e sente a dor da humanidade inteira. Amar dói tanto que não dói mais, como toda dor que de tão insuportável produz anestesia própria."

quinta-feira, 21 de abril de 2011

We don't talk about.

"E mesmo depois de anos, eu ainda me fazia aquela mesma pergunta.
E eu sabia que ela iria me perseguir até meu último suspiro.
Talvez, até mesmo depois dele.
Não, eu não iria esquecê - lo nunca.
Eu tentei, eu juro que tentei.
Digamos que eu tive sucesso por alguns minutos, nos quais eu escondia meu rosto em um livro e me obrigava a concentrar - me naquilo, mas então depois, voltava a pensar nele, sempre nele.
Voltava à mesma dor de sempre. A mesma saudade de sempre...
Eu não passava de um verme.
Um ser qualquer, esperando que a vida fosse gentil e me tirasse a única coisa que me restara além da solidão, além da solidão, a existência.
Os dias se arrastavam um após o outro e após o outro... 
E eu continuava na minha nostalgia, tentando apenas um resquícios daqueles dias.
Mas eles se foram, e a minha esperança, já havia se perdido a muito."


P.S.: Texto de autoria própria, em caso de uso para qualquer fim, credite.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ou apenas suavemente livre...?

"Sim, eu sinto falta...
De quando nossos corpos pulsavam em sincronia.
De onde nossas bocas uniam - se, nossas línguas acariciavam - se e as mãos deslizavam por sobre os corpos desnudos.
Os beijos que percorriam todo trajeto, faziam - no arfar de prazer. Faziam - me satisfeita com sua esplendorosa expressão.
Na glória, com dor, unimo - nos.
Os corações em lugares apropriados.
E então você adentrou meu jardim.
E eu fiz - me suave.
Nossos mundos transbordaram..."


Accidental Babies
Composição: Damien Rice
Damien Rice

"Bem, eu te abracei como um amante.
Mãos felizes.
Seu cotovelo no local apropriado.
E ignoramos nossos outros planos felizes
Por um olhar delicado em seu rosto.
Nossos corpos se movem e se enrijecem,
Machucando partes do seu jardim.
Sem espaço para um perdão,
Em um lugar onde ninguém sabe o que fizemos.
Você goza sempre junto com ele? 
E ele é obscuro o bastante?
O bastante para ver sua luz?
Você escova os dentes antes de beijar?
Você sente falta do meu cheiro?
E ele é corajoso o bastante pra ficar com você?
Você sente que está no lugar certo?
Ele te deixa louca ou apenas suavemente livre?
E quanto a mim?
Bem, você me abraçou como uma amante.
Mãos suadas,
E meu pé no local apropriado.
Nós usamos almofadas para esconder glândulas felizes
Na suave introdução da nossa desgraça.
Nossas mentes pressionadas e suspensas,
Enquanto nossa carne desatenta,
Sem espaço para o leve
No fundo de onde bate nossa bateria.
Bem, eu sei que faço você chorar.
Eu sei que, às vezes, você quer morrer,
Mas você se sente realmente viva sem mim?
Se sim, então seja livre.
Se não, deixe - o por mim.
Antes que um de nós tenha bebês acidentais,
Por que estamos apaixonados.
Você goza sempre junto com ele? 
E ele é obscuro o bastante?
O bastante para ver sua luz?
Você escova os dentes antes de beijar?
Você sente falta do meu cheiro?
E ele é corajoso o bastante pra ficar com você?
Você sente que está no lugar certo?
Ele te deixa louca ou apenas suavemente livre?
E quanto a mim?
E quanto a mim?
E quanto a... ?"

Letra Original.
Peço desculpas por não cumprir o que havia prometido por horário de postagens, mas sinto - me pouco entusiasmada pra postar...





quarta-feira, 16 de março de 2011

Mou ichido tsuyoku dakishimete.

Last Song.
Composição: Gackt
Gackt

"Estava sozinho e perdido andando sem ter pra onde ir,
Tingindo de branco um pequeno suspiro.
E na mudança dessa estação passageira,
Sem motivos, derrubei uma lágrima.
"...Eu ainda te amo..."
A tristeza que chove se transforma em neve branca.
Não parava de observar o céu.
Se for possível que meu desejo se realize agora antes que meu corpo desapareça.
Quero que me abrace forte novamente.
Te feri por não poder te entender.
Mas, mesmo assim, você era tão gentil.
E a promessa realizada no anel que fora entregue,
Não se realizou.
"...Eu ainda lembro..."
As lembranças que passam são tão ofuscantes.
Queria ter ficado perto de você por mais tempo.
Não poderei te encontrar nunca mais,
Por isso não quero que, você que sempre me apoiou, mude.
Não consegui apagar a última lágrima que me mostrara.
Mesmo que desapareça junto com essa neve branca,
Quero estar florescendo sempre dentro do seu coração.
Não esqueça do calor que sentimos quando nos abraçamos,
Mesmo que ame e já tenha alguém prometido.
Quero cair num sono profundo sem largar a sua voz que ouvi da ultima vez...
A tristeza que chove se transforma em neve branca.
Não parava de observar o céu.
Se for possível que meu desejo se realize agora antes que meu corpo desapareça.
Quero que me abrace forte novamente.
Quero que me abrace forte novamente."


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sei?

Coisas que eu sei
Danni Carlos
Composição: Dudu Falcão

"Eu quero ficar perto de tudo que acho certo,
Até o dia em que eu mudar de opinião.
A minha experiência, 
meu pacto com a ciência.
Meu conhecimento é minha distração.
Coisas que eu sei,
Eu adivinho sem ninguém ter me contado.
Coisas que eu sei.
O meu rádio relógio mostra o tempo errado.
Aperte o Play...
Eu gosto do meu quarto, 
Do meu desarrumado.
Ninguém sabe mexer na minha confusão.
É o meu ponto de vista, não aceito turistas.
Meu mundo tá fechado pra visitação.
Coisas que eu sei...
O medo mora perto das ideias loucas.
Se eu for, eu vou assim,
Não vou trocar de roupa.
É minha lei...
Eu corto os meus dobrados,
Acerto os meus pecados.
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei.
Eu vejo filme em pausas,
Eu imagino casas...
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei.
Coisas que eu sei...
Não guardo mais agendas no meu celular.
Coisas que eu sei...
Eu compro aparelhos que eu não sei usar. 
Eu já comprei...
às vezes dá preguiça,
Na areia movediça.
Quanto mais eu mexo, mas afundo em mim.
Eu moro num cenário.
Do lado imaginário.
Eu entro e saio sempre quando tô afim...
Coisas que eu sei...
As noites ficam claras no raiar do dia...
Coisas que eu sei...
São coisas que antes eu somente não sabia.
Coisas que eu sei...
As noites ficam claras no raiar do dia...
Coisas que eu sei...
São coisas que antes eu somente não sabia.
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Eu sei..."


Letra Original.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Faça sua escolha.

"Vá. Pode ir.
Vire o mundo de pernas pro ar.
Sorria. Se entristeça. Rode a baiana.
Só não volte para a minha casa.
Todos os dias, eu o esperei sentada, aqui, só para poder cessar seus choros.
Sim, você acha certo todos voltarem para você.
Obrigou - me a voltar todas as vezes que tentei partir, arrastando correntes até mim.
Saia da minha cabeça. Vá embora do meu coração.
Junte suas coisas e suma daqui, e não tente retornar.
Eu irei esperar por ti, mas, mesmo sabendo disso, não apareça na porta da minha casa esperando  que eu abra - a para você entrar."


P.S.: Texto de autoria própria, em caso de uso para qualquer fim, credite.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Los versos más tristes.

"Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo:
'A noite está fria, e tiritam, azuis, os astros à distância.
Gira o vento da noite pelo céu e canta.'
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a quis, e, por vezes, ela também me quis.
Em noites como esta, apertei - a em meus braços.
Beijei - a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela me quis, e, às vezes, ela também me queria.
Como não ter amado seus grandes olhos fixos?
Posso escrever os versos mais lindos esta noite.
Pensar que não a tenho.
Senti que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais profunda, sem ela.
E cai o verso na alma como orvalho no trigo.
Que importa, se não pode o meu amor guardá - la?
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isto é tudo.
À distância, alguém canta. À distância.
Minha alma se exaspera por havê - la perdido.
Para tê - la mais perto, meu olhar a procura.
Meu coração procura - a.
Ela não está comigo.
A mesma noite faz brancas as mesmas árvores.
Já não somos os mesmos que antes havíamos sido.
Já não a quero, é certo.
Porém, quanto a queria.
A minha voz no vento ia tocar - lhe o ouvido.
De outro. Será de outro.
Como antes de meus beijos.
Sua voz. Seu corpo claro. Seus olhos infinitos.
Já não a quero, é certo.
Porém, talvez a queira.
Ah! É tão curto o amor, tão demorado o olvido.
Por que em noites como esta,
Eu a apertei em meus braços.
Minha alma se exaspera por havê - la perdido.
Mesmo que seja a última esta dor que me causa, 
E estes versos os últimos que eu lhe tenha escrito."
(Pablo Neruda)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Song.

Saindo um pouco do universo texto - musical e entrando totalmente ao mesmo tempo, venho falar do cd do "Reação em cadeia", o "Enfim dezembro", que vem recheado de rock ballads 'deliciosas'.

Segue a lista de músicas com os respectivos trechos que mais me marcaram:

1- Entre teus dedos: "Eu me prendi entre teus dedos quando peguei na tua mão. Eu me tornei você tão cedo quando senti teu coração batendo junto ao meu, como se fosse o meu."

2- Além de mim: "Diga a ela que já me acostumei com a ideia de nunca mais voltar. Só preciso saber se ela está bem, pois, nunca foi fácil deixar de amar alguém. Era só apenas um grande amor. Nada além de 'apenas' um grande amor. Aonde foi parar o amor que não em nós? Não em nós. Não queria, volta embora. Nada, nada, nada importa. Não sou mais nada sem você. Mas um dia vai embora, e quando você voltar para casa, não terá nada pra você... além de mim."

3- Duas vezes: "Um coração partido comete loucuras, transformando o sol em escuridão. Um coração tem medo do medo, transformando a razão, o não. Quantas vezes você amou alguém com todo seu coração sem ter medo de se entregar por amor?"


4- Sem você: "Um dia você vai lembrar de mim. Pra que ao menos eu tentei ficar com você sob o temporal, admitindo que eu errei. Você jamais tentou dizer na hora, bem no calor da hora, tudo o que sentiu por mim. E quando você foi embora, jogando minha vida inteira fora, e mesmo assim te quis pra mim. Sem você eu não encontrarei o amor."


5- Quando a chuva cai: "E quando a chuva cai, eu me lembro de você, Os dias de silêncio me fazem enlouquecer. E quando a chuva cai dentro de mim, há o delírio do silêncio. Te transformei em meu delírio pra me lembrar do quanto eu te desejei."


6-  Nós: "A velha calçada com riscos de giz onde escrevi teu nome junto ao meu. De tarde, quando a gente costumava ir, longe. De tarde, quando a gente costumava ir, distantes. De tarde, quando a gente costumava ir ser... Nós."


7- Outra vez amor: "A culpa é sua por não estarmos juntos. Você tem medo e não quer tocar no assunto. Ainda te afeto, sei que você me entende. Se não me quer, porque você me ofende? Eu deixarei com que o tempo se encarregue de fazer com que você me esqueça a cada amanhecer. Transformando os dias em silêncio. Matando aos poucos, do jeito que você quer... Que você quer... Sabotamos outra vez o amor..."


8-  Dezembro: "Será que ainda preciso fingir que sou feliz? Ao meu coração... Não acredito que opostos se atraem. Mas porque será que nós nos afastamos tanto quando ficamos tão iguais?"


9- Quase: "Você finge que consegue esconder cada lágrima que cai por mim. Você finge que consegue e tenta esconder. Mas não lembra que aqui existe alguém, alguém que ainda espera por você. Quase perfeito nosso amor, não fosse o final."


10- A cura: "Entre um e outro cigarro vejo você do outro lado deixando o medo lhe vencer. Sua vida toda despedaçada, por querer desaprender, errando tudo o que aprendeu."


11- Ventura: "Você consegue se esconder de forma a nunca me querer, de não me amar e me perder."


12- Confiança: "O que você sentiu? Quando foi que você viu eu não fechar os olhos enquanto me beijava a boca? Com um beijo doce de amor e de confiança. Ah se eu soubesse como fazer você me amar sem se ferir. Em que lado seu coração está? Já que não consegue mais sorrir..."


13- Tão bem (particularmente, minha preferida. Ela é uma daquelas que você imagina alguém cantando por você... Não porque você quer que a pessoa sofra, mas sim porque você quer se sentir amado por alguém, e perceber que alguém sente sua falta e se sacrifica pra te ver feliz, mesmo que no fim das contas, não seja isso que aconteça.)

"Foi bem melhor assim,
Deixei você para não me perder.
Sofro, carrego a dor em mim,
Toda dor que um dia fiz você sofrer.
Acho que você não vê o quanto eu quero você tão bem,
Mesmo quando os meus olhos não querem ver.
É porque eu tenho medo.
Será melhor assim.
Deixei você pra não me perder.
Sofro por não ver você dormir toda noite que não estou com você.
Acho que você não vê o quanto eu quero você tão bem,
Mesmo quando os meus olhos não querem ver.
É porque eu tenho medo de mim.
Longe...
Eu te amo mesmo longe.
Te amo...
Longe, mesmo longe, eu te amo."

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Lembranças de uma mente desvairada.

"Nenhuma palavra.
Nenhum sopro.
Nenhum sinal.
Um ciclo lunar completo.
Uma folha do calendário.
Silêncio e o cansaço de esperar...
De esperar por algo que nunca muda...
Partida.
Despedida.
Adeus.
"O tempo sempre cura toda e qualquer dor de amor."
"Podemos ser felizes sozinhos."
Pensando em mim?
Pensando em você.
Em mim, não.
E se foi.
Nenhuma palavra.
Nenhum sopro.
Nenhum sinal.
Um ciclo lunar completo.
Uma folha do calendário."


P.S.: Texto de autoria própria, em caso de uso para qualquer fim, credite.

domingo, 9 de janeiro de 2011

O som do coração.

"Nunca desista de sua música, não importa o que aconteça.
Pois, quando algo de ruim lhe acontece,
É o único lugar para onde pode fugir e esquecer...."


Frase do dia: "Uma vez me disseram que o lugar onde alguém está pensando em você, é o lugar para onde você deve voltar" (Naruto)

Meu Anjo.


Foi estranho com ela.
Nem sabia se ao menos existia, mas ficou marcada em mim como ferro em brasa sobre a pele.
Em mais uma noite de confusão, onde há um canal onde só acho na madrugada e os filmes que vejo, não sei ao certo se são realidade ou só sonhos aparecem...
Existem outras três. Do mesmo filme.
As posto depois.

Música: This Time
Jonathan Rhys Meyers
Compositor: Jonathan Rhys Meyers

"Esta noite, o céu acima me lembra você, amor.
Andando através do inverno.
Quando todas as estrelas brilham,
O anjo na escada irá lhe dizer que eu estava lá,
Sob o alpendre, frente à luz,
Numa noite misteriosa.
Estive sentada, vendo a vida passar sobre mim,
Esperando um sonho entrar através das minhas cortinas.
Gostaria de saber o que poderia acontecer se eu deixasse tudo isso para trás,
Com o vento soprando em minhas costas.
Talvez eu pudesse te desligar da minha mente.
Desta vez.
As luzes de neon dos bares e faróis dos carros
Teriam iniciado uma sinfonia dentro de mim.
As coisas eu deixaria para trás.
Teriam derretido em minha mete...
E agora há uma pureza dentro de mim..
Estive sentada, vendo a vida passar sobre mim,
Esperando um sonho entrar através das minhas cortinas.
Gostaria de saber o que poderia acontecer se eu deixasse tudo isso para trás,
Com o vento soprando em minhas costas.
Talvez eu pudesse te desligar da minha mente.
Desta vez.
Estive sentada, vendo a vida passar sobre mim,
Esperando um sonho entrar através das minhas cortinas.
Gostaria de saber o que poderia acontecer se eu deixasse tudo isso para trás,
Com o vento soprando em minhas costas.
Talvez eu pudesse te desligar da minha mente.
Desta vez."

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Beauty From Pain.

"E deixei - as rolarem livres, pesadas e quentes. 
Nunca havia sentido tanta dor na vida.
Tive o peito estourado.
Sonhos foram arrancados num só golpe.
Como esperança, meu coração dizia que tudo aquilo era mentira.
Anestesiada pelo topor, não consegui mais falar.
Desobedientes, as lágrimas insistiam em não aceitar a voz do coração.
Olhos vermelhos, alma dilacerada.
Continuei a chorar em silêncio, senti o inferno dentro de mim."


P.S.: Texto de autoria própria, em caso de uso para qualquer fim, credite.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Meu egoísmo.

Fragmento retirado do episódio 15 do anime 'Fruits Basket'


"Mas eu sempre penso... Que vou guardar no meu coração todas as lembranças até o fim.
...Mesmo que sejam lembranças tristes que... Me machuquem muito.
Mesmo que sejam tão tristes que eu queira esquecer sobre elas para sempre.
Se eu puder suportá - las, e não fugir delas... Então um dia... 
Um dia isso vai me fazer uma pessoa forte.
Eu quero... Acreditar nisso.
Eu quero acreditar... Que... Nenhuma lembrança nunca deve ser... Esquecida para sempre...
Então honestamente eu não queria que me esquecesse.
De verdade.
Mas... Isso é só... O meu egoísmo."