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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Be God.

Peguei - me pensando em uma conversa que há muito tive com alguns colegas...
Todos falavam a respeito do arrebatamento que viria para levar as pessoas boas para o céu.
Como sempre, fiquei alheia a conversa e, quando necessário, emitia algum comentário sem qualquer entusiasmo.
Falavam também a respeito de atitudes que tornavam as pessoas impuras e indignas da 'salvação'.
Cada um com seus conceitos. Cada um dizendo o que era imperdoável para Deus. Cada um assumindo o papel de Deus.
Eu continuei calada.
Não quero amar a um Deus que me permita condenar o outro e continue me amando com todo o ódio e repúdio que sinto ao condenar.
Não quero amar a um Deus ao qual tenha que temer primeiramente.
Eu quero amar ao universo e nele vê - Lo refletido.
Pois se Deus criou o amor, criou também as diversas formas de amar.
Quero ser livre objeto de Sua criação e não subjugar o meu semelhante.
Por que entre o homem e os céus existe muito mistério.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O nascer.


Nas redondezas da praça Maciel Pinheiro, no centro do Recife, via uma menina correndo.
Tinha olhar felinos, era muito faceira.
Corria, saltitava com um grande livro preso entre os pequenos braços.
Guiou - me até uma série de antigos casarios. 
Estendia a mão e quase podia sentir seu toque, mas ninguém a via.
A jovem Chaya circundou - me e foi em disparada em direção a praça. 
Virei - me e vi algo que reluzia como o  mais límpido e puro ouro.
Os casarões encaravam - me.
Fechei os olhos e senti Clarice, a Pernambucana Clarice.
O instinto me disse que ali havia morado.
Aproximei - me do sobrado cor - de - rosa, com marcas de reforma superando o tempo passado.
Tinhas janelas retangulares, altas, largas.
Por uns breves minutos pude ver novamente a figura da menina de cabelos curtos e levemente loiros e olhos verdes amendoados com o livro aberto, prostrado sobre os braços, fascinada.
Eu estava no reduto de minha alma, finalmente havia encontrado meu lugar, havia encontrado minha luz.
Cinco passos para trás, mais afastada do que interditava a porta, concentrei - me e pude recriar, ali, o refúgio judeu existente.
Caminhei ao encontro da estátua da mulher imponente, sempre com sua máquina de escrever no colo, sua vida transmitida por letras.
Não conseguia assimilar tudo, olhava - a e sentia vontade de me desfazer em prantos, de estar eternamente em sua forte presença.
As maçãs do rosto bem marcadas, a falta de atenção de todos ao redor.
Eu chorava. E como chorava.
Chorava por tê - la encontrado, e por ter demorado para chegar até aquele local.
Chorava pelo sentimento de pertencimento que me envolvia.
Chorava por que meu peito foi inundado pelo existir.
Puxei o ar com toda força pra dentro dos meus pulmões, na tentativa de descolá - los para que a vida me tomasse.
E respirei. E nasci.

domingo, 16 de dezembro de 2012

E é assim...


E é assim... Nossas mãos entrelaçam - se, nossos olhos perdem - se na imensidão de olhar pro outro...
Seu braço me abraça, meus dedos te bagunçam... E é assim...

"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você...
O sal viria doce para os novos lábios.
Colombo procurou as Índias, mas a terra avistou em você.
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário.
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul.
Estranho pensar que o bairro das laranjeiras satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador.
Aperto o 12 que é o seu andar...
Não vejo a hora de te reencontrar pra continuar aquela conversa que não terminamos ontem,
Ficou pra hoje...
Estranho, mas já me sinto como um velho amigo seu...
Seu All Star azul combina com o meu preto de cano alto.
Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço?
O tom que eu canto as minhas músicas pra sua voz parece exato.
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul.
Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador.
Aperto o 12 que era o seu andar...
Não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa que não terminamos ontem...
Ficou pras laranjeiras, satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador.
Aperto o 12 que era o seu andar.
Não vejo a hora de te reencontrar e continuarmos aquela conversa que não terminamos ontem,
Ficou pra hoje...

Nando Reis
All Star

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Vivendo pela metade...

Quase linda história de amor
Composição: Jay Vaquer
Jay Vaquer

"De onde vens,
Leva o que eu nem sou,
E fui muito mais da
Da boca pra dentro.
Foi por um triz,
Noutra condição.
"Muito prazer, sejamos felizes."
Se a obra do acaso acabou na quase linda história de amor,
Vou guardar lembranças do que não viveremos.
Tão bom enquanto não durou tanta perfeição...
Por onde vais traz o que eu já fui,
E falta - me a vez de uma vez por todas.
O que não fiz,
Quem me dera ter como voltar naquele momento.
Se a obra do acaso teimou na quase linda história de amor...
Vou guardar lembranças do que não viveremos...
Tão bom enquanto não durou tanta perfeição!
Sai pela rua sem saída que você não escolheu ser...
Segue a nossa procissão!
Levando imagens carregadas,
Cores que nunca existiram...
...Nesse mundo de se sonhar um sonho a dois...
Lá onde estás faço uma oração,
E a sensação de paz e conforto..."

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

100 vezes Nelson - Final

Não dá pra contar a história desse genial homem e no fim esquecer sua obra.
Por vezes aclamado, vaiado, mas aos trancos e barrancos, hoje louvado pelo legado que arrasta - se.
Aplausos e aplausos e aplausos para o homem que realmente escreveu a vida como ela é (sem trocadilhos!), nos seus detalhes sórdidos e íntimos.
E que seja enaltecido cem, mil, dez mil vezes, tantas forem preciso pra que a chama desse grande homem ilumine o caminho de leitores das próximas gerações.
Me despeço com algumas frases apenas, quem sabe as mais célebres.
Nelson não se acaba aqui, em breve ele voltará novamente, e depois, e depois...

"Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam".

"Todo amor é eterno. Se não é eterno, não era amor". 

"Se o homem soubesse amar não elevaria a voz nunca, jamais discutiria, jamais faria sofrer. Mas ele ainda não aprendeu nada. Dir - se - ia que que cada amor é o primeiro e que os amorosos dos nossos dias são tão ingênuos, inexperientes, ineptos, coo Adão e Eva. Ninguém, absolutamente, sabe amar. D. Juan havia de ser tão cândido como uma namoradinha de subúrbio. Amigos, o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último.E é por isso que o homem há de sofrer tanto até o fim do mundo - por que sempre há de amar errado".

"O Carioca é um ser encantado. No Rio, dois sujeitos que nunca se viram, tornam - se como que súbitos amigos de infância e caem nos braços um do outro, aos soluços. É a única cidade em que se pode nascer, entre dois desconhecidos, uma intimidade fulminante".

"Na hora de odiar, ou de matar, ou de morrer, ou simplesmente de pensar, os homens se aglomeram. (...) A opinião unânime está há um milímetro do erro, do equívoco, uma iniquidade. (...) Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar".

"Invejo a burrice, porque é eterna".

"Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe".

"Nem todas mulheres gostam de apanhar. Só as normais".


sábado, 1 de setembro de 2012

Para um setembro mais azul.


Que seja leve e azul. 
Que tenha estrelas no manto céu.
Que aconchegue as lágrimas em meus olhos para que eles não transbordem.
Que me traga as flores de uma primavera colorida.
Que setembro leve os amargos sabores que agosto deixou...


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

100 vezes Nelson - Parte III

Nesse momento ficou claro que o problema era o 'nome' do autor. Sua novela seguinte, "Sonho de amor", em 1964, seu nome aparece, mas como uma adaptação de "Tronco de Ipê", de José de Alencar. Sua última novela foi "O desconhecido".
Após ser recusada por muitas atrizes, "Toda nudez será castigada" estréia em 21 de junho de 1965 e é um grande sucesso. Os artistas aplaudidos de pé, os ingressos são disputados. Fica em cartaz por seis meses e depois sai em excussão pelo Brasil. Em três anos a peça parra pelo Rio, São Paulo, Porto Alegre e Salvador, até que é proibida em Natal - RN.
Vai para a TV Globo em 1966. No programa Noite de Gala, apresentava o quadro A cabra vadia, onde fazia entrevistas.
É chamado por Lacerda, onde é informado da criação da editora Nova Fronteira. Lacerda pede - lhe um livro e entrega - lhe um cheque de dois milhões de cruzeiros. Ele escreveu "O casamento". Quando Lacerda leu o livro, atordoou - se. Era um carnaval se incestos e perversões às vésperas de um casamento. O livro publicado pela editora Eldorado vende cerca de 8.000 exemplares nas duas primeiras semanas de Setembro de 1966, ficando empatado com "Dona flor e seus dois maridos", de Jorge Amado. É nessa época que seu irmão Mário Filho falece, o que o impede de fazer a divulgação de seu livro por um tempo. Quando reanimou - se, o livro teve sua venda proibida pelo Ministro da Justiça. A venda só volta a ser liberada em Fevereiro de 1967.
Para o Correio da Manhã escreve as suas "Memórias" que tem suas estréia no dia 18 de fevereiro de 1967 em grande estilo. É um grande êxito.
Álbum de família  que estava interditada desde 1946 só é liberada 21 anos depois, em julho de 1967, quando é encenada e, apesar do carrossel de incestos, é aplaudida de pé.
Em O Globo volta a publicar "À sobra das chuteiras imortais" e "As confissões" (já que não podia usar Memórias). A primeira "Confissão" foi publicada em 04 de dezembro de 1967.
Em 1970, aos 57 anos luta para tirar da prisão alguns amigos que acabaram lá por conta do regime ditatorial. Já cansado e sentindo - se sem espaço, por conta das enfermeiras em sua casa que cuidam de sua filha (que no parto sofreu por falta de oxigenação e acabou com paralisia cerebral), resolve separar - se de Lúcia, o que ocorre sem traumas.
Logo em seguida vai morar com Maria Helena, que era 35 anos mais nova que ele.
Em 1972, seu filho Nelsinho é um dos terroristas mais procurados pelas forças armadas. É apanhado no mesmo ano. Anteriormente Nelson consegue a permissão para que ele saia do país com o então presidente, Médici. O rapaz não aceita tal privilégio. Por todo seu prestígio com os militares, o autor sempre foi muito procurado para ajudar pessoas que se viam em apuros com o regime. De 1969 a 1973 ele teve participação na localização, libertação e fuga de diversos prisioneiros acusados de crimes políticos. Após a prisão do filho, começa a batalha para encontrá - lo e mante - lo vivo, pois a tortura estava desenfreada.
Nelson escreve "Anti - Nelson Rodrigues" no fim de 1973. Em 1974, a peça tinha boa aceitação do público. Ao fazer alguns exames, é levado às pressas para São Paulo e faz uma cirurgia por conta de um aneurisma na aorta. Ao todo são duas intervenções, quase morreu. Retornou ao Rio e, apesar de terminantemente proibido pelo médico, voltou a fumar. Em abril de 1977 é internado com uma arritmia ventricular grave e nova insuficiência respiratória. Elza volta para a casa e passam a viver juntos novamente.
Escreveu sua última peça, "A serpente" em meados de 1979, pouco antes de seu filho Nelsinho iniciar uma greve de fome, com a finalidade de tornar a anistia ampla e irrestrita. No dia 23 de agosto, dia de aniversário do autor, Nelsinho é autorizado a deixar a prisão para assistir ao nascimento da filha. No dia 16 de outubro sai a liberdade condicional, mas o filho não pode ver o pai, que se encontrava inconsciente no Hospital pró - cardíaco.
Nelson Rodrigues faleceu na manhã de 21 de dezembro de 1980, um domingo. No fim daquela tarde ele faria treze pontos na loteria esportiva, em uma aposta conjunta com seu irmão Augusto e com os amigos de O Globo. Dois meses depois, Elza cumpre seu pedido, de, ainda em vida, gravar seu nome ao lado do dele na lápide, sob a inscrição: "Unidos para além da vida e da morte. É só"


"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura.
Nunca fui outra coisa.
Nasci menino, hei de morrer menino.
E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica ficcionista.
Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico"


Fontes: 


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

100 vezes Nelson - Parte II

Em 1949 Nelson segue para o "Diário da noite", abandona o pseudônimo feminino Suzana Flag e parte para Myrna, agora respondendo cartas de leitoras.
Estréia Dorotéia em 07 de março de 1950. Com medo da censura, não assina o texto. A platéia dividida fica ao final, com a metade onde estavam os convidados aplaudindo efusivamente e a outra parte que sai em silêncio. A peça fica em cartaz por 13 dias.
No mesmo ano sai dos Diários Associados e fica aguardando por convites de outros jornais. No ano seguinte vai para a Última hora e "A vida como ela é...". Em junho estréia uma nova peça, "Valsa n° 6", que fica 4 meses em cartaz e torna - se outra decepção para o autor.
Nelson recebe o convite de escrever uma coluna diária sobre um fato real, com o título de "Atire a primeira pedra", mas o autor sugere "A vida como ela é...". Sugestão aceita. O sucesso foi estrondoso. Em 1951 relança Suzana Flag em "O homem proibido".
A famosa frase "Toda mulher gosta de apanhar. Todas não, só as normais" Surge a partir de um caso em sua vizinhança, onde um homem cansado de tanta humilhação por parte da esposa, no meio da rua, deu -lhe uma sova cinto. Quanto mais ele batia, mais o incentivavam a bater. O espanto foi a mulher, que prostrou - se aos pés do homem aos beijos, e a partir de então, passou a desfilar de braços dados ao seu lado, toda orgulhosa.
Em 08 de julho de 1953 entra em cartaz "A falecida". Chamada de tragédia carioca, era na verdade uma comédia que foi escrita em apenas 26 dias. Lançou também na mesma época o último folhetim de Suzana Flag, "Flan".
"Senhora dos afogados"  sobe aos palcos no Rio, em 1954. Mais uma vez a platéia divide - se. Parte grita "Gênio", e outros, aos berros, "Tarado". Nelson reagem, e grita do tablado: "Burros! Burros!"
"Perdoa - me por me traíres" também tem parte censurada e sofre cortes. Trás uma surpresa na estréia: Nelson interpreta Raul. Mais uma vez as vaias e aplausos tomaram conta do mesmo espaço, e ele não se faz de rogado, rebatendo: "Burros! Zebus!". De repente, um tiro! Um vereador em questão saca uma arma e dá um tiro para amedrontar alguém que o chama de palhaço. O tumulto instaura - se. No dia seguinte, a peça é interditada de vez.
Em 13 de setembro do mesmo ano é a vez de "Viúva, porém honesta". Especula - se que nela o autor tentava atingir aos críticos da sua obra anterior.
Dercy Gonçalves estréia Dorotéia em São Paulo. Ficou um mês em cartaz. Nelson não gostava dos 'cacos' que a atriz introduziu no texto.
A próxima peça é "Os sete gatinhos" em 1958. Apesar de satirizar o presidente da época, Juscelino Kubitschek, Nelson vai até ele pedir um emprego. Consegue o cargo de tesoureiro de um instituto de aposentadorias e pensões. É reprovado em um exame de visão. Pede, então, a vaga para sua esposa. Juscelino queria agradar a Mário Filho e a nomeia.
Após cirurgia de risco para a retirada da vesícula, fica três meses sem publicar sua coluna. A manchete esportiva  fica fora do ar de Novembro de 1958 a Março de 1959.
De agosto de 1959 a Fevereiro de 1960, o público acompanha a história de Engraçadinha e sua família em "Asfalto selvagem". Foram publicados dois livros, intitulados "Engraçadinha - Seus amores e seus pecados dos doze aos dezoito" e "Engraçadinha - Depois dos trinta".
"Boca de ouro" surge novamente da junção de seus fatos cotidianos com a realidade da época, por conta de um motorista de ônibus que gabava - se por ter todos os dentes de ouro juntamente com o bicheiro do submundo carioca, Arlindo Pimenta.
Como todas as demais, a peça também sofre com a censura. É um fracasso em São Paulo. No Rio, com a troca dos atores que estrelavam o papel principal, foi um grande sucesso.
Em 1960 entrega "Um beijo no asfalto", que estava há um mês e meio em cartaz quando Jânio Quadros sai da presidência. Percorre o Brasil por cerca de 7 meses e provoca a saída de Nelson da Última Hora, pelas referências pouco positivas à imagem do jornal. Volta para  O diário da noite  com "A vida como ela é..."  e dez meses depois parte para O Globo em uma coluna esportiva.
Separa - se de Elza dois anos após conhecer Lúcia Cruz Lima. No almoço de despedida, a sua ex - esposa tenta suicidar - se.
Estreou "Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária." que ficou por 4 meses em cartaz. Só não se conforma pelo amigo Otto não ter ido assistir ao espetáculo.
Escreveu para Walter Clarck a primeira novela Brasileira, "A morte sem espelho", que ,apesar de grande elenco, não obteve sucesso por conta do horário, o das 23:30 hrs. Posteriormente passou para às 22:00 hrs. De nada adiantou. Foi convidado a encerrá - la rapidamente.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

100 vezes Nelson - Parte I

100 anos sem ter envelhecido - 100 anos de Nelson Rodrigues no último 23 de Agosto. Dia que marca o centenário do Shakespeare brasileiro: um grande leitor da alma humana.
Com uma extensa obra que falou de amor, futebol, política, paixão, fidelidade, infidelidade... e também um grande profeta de grandes transformações no Brasil.
O que Nelson Rodrigues faria se estivesse vivo hoje?
Essa é a pergunta que fica.
Como viveria Nelson no mundo 'atual'? Como encararia as mudanças ocorridas desde 1980, ano de sua morte?
Nascido na cidade do Recife - PE (meu conterrâneo!) em 23 de agosto de 1912. Muda - se para o Rio de Janeiro ainda na infância, com apenas 4 anos de idade.
Passou a frequentar a escola aos sete anos, e desenvolveu a leitura de forma muito rápida. Em 1920, algo marcou a infância do escritor: um concurso de redação, onde todos deveriam escrever sobre um tema livre e a melhor seria lida em voz alta, perante toda a classe. A professora quase vai ao chão com a composição do autor, que relatava a história de um adultério. "O marido chega em casa, vê a mulher nua na cama e o vulto de um homem pulando a janela e sumindo na madrugada. O marido pega uma faca e liquida a mulher. Depois ajoelha - se e pede perdão. Apesar de todo espanto causado ao corpo docente, não teriam como não reconhecer o talento do jovem.  Houve um "empate" e então a outra redação foi lida.
Presenciava muitas discussões dos pais causadas pelos ciúmes que o genitor sentia da mãe. Uma fuga para ele, foram os livros. No início, lia romances leves, mais logo foi partindo para leituras mais 'pesadas'.Os autores eram bem distintos, mas no fundo, os livros falavam de uma coisa só: A morte punindo o sexo ou o sexo punindo a morte.
O autor sentia falta do pai, muito envolvido com a política e o jornalismo. O irmão de Nelson, Mário filho, nessa época começa sua consolidação como repórter esportivo, e posteriormente é homenageado ao ter seu nome escolhido para ser o nome oficial do estádio do Maracanã.
Na segunda série do ginásio, em 1926, foi expulso do colégio batista, na Tijuca, por rebeldia. Contestava muito os professores, principalmente de português e história.
À medida que entrava na adolescência, ficava cada vez mais melancólico, mais depressivo, sentado pelos cantos e dizendo: "Eu sou triste!"
Nelson inicia sua carreira jornalística em 19 de dezembro de 1925, como repórter de polícia, ganhando 30 mil réis por mês. Tinha treze anos e meio, era muito alto e magro. Embora filho do patrão, não teve regalias e ainda comprou calças compridas para impor respeito. O jovem rapaz impressiona os colegas de trabalho pelo talento de dramatizar pequenos acontecimentos. Especializou - se em descrever pactos de morte entre namorados, tão comuns naquela época.
No dia 27 de Dezembro de 1929, vê seu irmão Roberto Rodrigues atender à mulher que havia estampado a primeira página do jornal, em um caso de desquite, e levar um tiro na altura do estômago. Nelson vê e ouve tudo aquilo. A primeira cena de violência brutal em sua frente. O seu irmão faleceu dois dias após o incidente.
Um profundo luto abateu - se sobre a família. E o escritor chorava desconsolado.
pouco mais de dois meses após a tragédia, é a vez do pai de Nelson, que sofre uma trombose cerebral . Morre dias depois,  de encefalite e hemorragia. Diante tantas desgraças em família, torna - se insuportável ali viver e mudam - se para outra casa.
A família Rodrigues tem seu segundo jornal fechado após a revolução de 1930, por apoiar Júlio Prestes e fazer críticas aos rebeldes da época. Pouco tempo depois, Mário, Nelson e Joffre vão trabalhar n"O Globo", sob o comando de Roberto Marinho.
Diagnosticado com tuberculose em 1934, segue para Campos do Jordão para tratamento. Foi a primeira da série de seis internações. A tuberculose leva seu irmão Joffre em 1936, aos 21 anos de idade.
Casa - se em 1940. No mesmo ano perde 30% da visão em sequela da tuberculose.
Por dificuldades financeiras, começa a escrever teatro. Sua primeira peça, "A mulher sem pecado"  entra em cena após muita insistência e luta. A repercussão do público foi quase nenhuma, mas lhe rendeu bons elogios de críticos da época.
Em Janeiro de 1943, escreveu "Vestido de noiva"  e enviou - a aos amigos. Um dos que receberam foi Manuel Bandeira. Apesar das inúmeras críticas positivas, não conseguia encená -la. Um diretor polonês agrada - se e resolve investir. Após oito meses de ensaios diários, finalmente no dia da estréia, o teatro está lotado, e ao fim, os atores agradecem ao público em meio a uma enxurrada de aplausos.Nelson não é visto por ninguém. Estava no camarote, lutando contra a dor de uma úlcera. Justifica - se dizendo que sentiu - se "um marginal da própria glória".
Em 1944 recebe a proposta de tornar - se diretor de Detetive e de O Guri. Aceita. Nessa mesma época escreve dois folhetins: Suzana Flag e Meu destino é pecar. Devido ao sucesso, logo após o lançamento de duas edições especiais do mesmo, lança Escravas do amor.
Nelson escreve "Álbum de família", reprovada pela censura em 1946. As opiniões dividiram - se a respeito do rumo da peça. Acabou que mesmo por proibida, sendo liberada apenas em 1965 e chegando aos palcos pela primeira vez em 1967.
"Anjo Negro" foi outro sucesso de publicação, mas não menos polêmico. Estreou em 1948 e permitiu a Nelson a aquisição de sua casa própria. "Senhora dos afogados"  também é proibida em 1948. Com duas peças interditadas, acaba por escrever "Dorotéia", considerada por muitos sua obra prima teatral.

sábado, 18 de agosto de 2012

Fly.

"Agora sou lagarta em casulo.
Eu me preservo sim. Sempre que uma coisa muda em meu interior, me fecho, retraio.
Metamorfoses são assim: Eu me viro do averso, saio de dentro mim, algumas coisas eu finjo que esqueço, outras lembrar faz bem...
Reorganizo a estrutura, aqueço a imaginação. Seres, fadas, cores vão saindo do fundo do pote e povoam a fantasia de quem precisa de sonhos pra se recompor.
Busco simbioses, comensalismos, trocas, escambos de afeto, de detalhes para aquecer o coração.
No meu casulo completo, busco o que me busque, o que me espera, pois antes da primavera hei de sair borboleta."

terça-feira, 31 de julho de 2012

Para um agosto mais doce...


Sim, eu peço por um agosto mais doce.
Por um agosto cheio de esperança, sorrisos, sonhos e felicidade.
Que afaste as lágrimas, a dor e a agonia.
Por um agosto de realizações.
Por um agosto de finais indolores e começos esplendorosos.
Por paz e tranquilidade.
Digo e repito: Que seja doce, que seja doce, que seja doce!
Que o destino me traga bons ventos, que me faça semear boas sementes.
Que agosto seja a porta de entrada para uma vida mais feliz de hoje em diante, daqui pra frente!
E me despeço de julho, mês simpático, porém um tanto quanto apático. 
Que outros invernos nos unam, mas por agora quero o calor humano de agosto...

sábado, 31 de dezembro de 2011

Novo Começo.

Não acredito muito nessas balelas de "Ano novo"...
Respeito quem quer acreditar, claro.
O que muda?
As pessoas costumam ser mais simpáticas, reconciliarem - se, mas em breve, estarão falando umas das outras novamente...
Mais um ciclo que vai repetir - se, passando pelo ano novo, seguido pelo carnaval, páscoa, dia das mães, dia dos namorados, são joão, dia dos pais, chegando novamente no natal para que tudo se inicie novamente...
Pra mim, nada mudou desde que me entendo por gente: Toda vez que demarcam Janeiro, começa a agonia de pensar em escola... Sempre foi assim...
Esse pode e vai ser o último ano em que eu vou ter um flash back, pois a faculdade vem ai com tudo (:
Quando fiz uma retrospectiva desse período, pensei que tive um ano imundo, cheio de coisas ruins...
Pensamento totalmente pessimista, cheio de tristeza e pesar...
Refletindo bem com um pensamento de Pollyana, percebe - se a alegria e a beleza está em quem vê e como se vê, na percepção de tudo o que geralmente deixamos passar, que cobrimos com nossa maré de pensamentos negativos.
Meu anos foi maravilhoso, por que:
Eu ganhei um meio irmão: Nicholas Baldocchi.
Ganhei uma irmã: Germana, que me deu de presente um sobrinho, Vinicius.
Tenho uma mãe compreensível, que me ama e relevou tantas coisas que eu fiz e não foram tão legais.
Tenho o melhor pai do mundo, que me amará independentede tudo.
Tenho uma irmã que é incrível, esforçada e me ajuda sempre que pode.
Tenho um cunhado super legal, que me deu de presente um livro de Clarice Lispector (Own!!)
Tenho os dois melhores amigos do mundo que valem por mil: Arthur Caó e Thomas Manzotti.
Dancei muito ao som de Katy Perry sem ao menos saber o que fazia.
Escrevi bastante.
Ganhei de presente o "Umbigobunker?!"
Apesar de um tema rejeitado, pude mostrar pra toda a sala de aula que há beleza até nas coisas mais obscuras da vida...
Ganhei um box de supernatural com as cinco temporadas e comprei as duas primeiras de Gossip Girl (:
Tive o melhor cachorro do mundo por 9 anos.
Percebi que posso me virar sem análise. (Nada contra, Doutora Rita!)
Tenho o melhor cachorro do mundo que me ama muito e está comigo sempre que preciso.
Conheço pessoas doces que quero que estejam comigo para todo o sempre:

  • Thiago Ciarlini: Meu anjinho da guarda, que consegue me fazer rir e é praticamento o dono dessa birosca aqui, por que se não fosse por ele, eu nunca teria coragem de cirar o -You bleed.
  • Jamerson: O baka mais baka que existe, que sempre me faz feliz, consegue acabar com meu juízo, em quem eu amo dar cortada e iludir.
  • Pablo: Baka hentai, baka hentai! O melhor conselheiro, ouvinte e falante. Quem tem as melhores conversas e a quem eu posso conta tudo? Com certeza eu posso contar sempre.
  • Lígia: A melhor, mais inesquecível, charmosa, fofa amiga que alguém poderia ter. Foram muitas conversas, confissões e choros.
  • Erick: Tem o poder de levantar qualquer humor com seu jeito simpático e descolado... Sempre meu Erickito *-*
  • Ana Katarina: Apesar da distância, é alguém que eu jamais poderia esquecer. Nossa irmandade cresce cada vez mais e nossa paixão por Biquini nos deixa cada vez mais loucas pelos pulos e berros nos shows.
  • Claudio Sampaio: Um alguém além de um professor, que mostrou um lado mais coincidente do que eu poderia imaginar. Um sonhador que ao mesmo tempo mantêm os pés no chão. Alguém que brilha.
  • André Clug: O menino que me viciou no Facebook, por que eu só entrava pra ver se ele tinha me cutucado e pra cutucar de volta. Um doce de pessoa, muito kawaii *-* Totalmente apaixonante, minha paixão platônica distante, apesar de pouco conhecer. (Não leia!)
Amo vocês, meu povo!
Só isso faria um ano incrível, mas eu ainda ganhei sorteios, conheci pessoas que sem sombra de dúvidas estarão cada vez mais presentes na minha vida, e de quebra, pra fechar tudo isso, vou passar a tão comentada 'virada' em Copacabana ao som de David Guetta. Ai eu pergunto: Tá faltando alguma coisa?
Ok, vou precisar rir de quem vai se matar pra pagar um ingresso no show do cara e Recife. Vou assistir de gratuitamente, ok? Hahahahaha'
Claro, perdas aconteceram, mas elas me fazem acreditar que eu serei uma pessoa mais forte e assim poderei focar mais no meus principais objetivos.
Que os deuses do vestibular me ajudem no ano que se segue...
E que eu possa me tornar um alguém melhor, de coração mais pura, que possa amar mais e ser mais compreensível, que julgue menos e seja mais feliz, mesmo que escreva coisas tristes.
Posso até não conseguir a centésima postagem, mas hoje o blog faz um ano de poco frequentamento...
Mas isso não é ruim, pois o blog é uma forma de autoconhecimento, uma busca por melhorias e uma maneira de externar emoções.
Espero que continuem comigo nesse ano que se segue.
Até mais....

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Just Another...

Começo o post, que provavelmente será bem longo, por que trata - se de um desabafo seguido de música. Não é comum que eu faça um post cheio de imagens, mas não tive como escolher apenas uma, então...
Dias difíceis, com nuvens nebulosas vinham chegando.
Há tempos eu vinha tentando ignorá - los, fingir que era apenas uma má fase e logo passaria, como muita coisa passou durante longos e tortuosos anos, cheios de altos e baixos, mas que no fim, tudo ficava bem...
Sinto dizer que fui surpreendida e atingida por uma onda que acabou por me fazer bater a cabeça e o peito, fazendo com que a trava de segurança que mantem as piores dores que já experimentei exiladas em um compartimento fosse aberta.
Digo que bati ambos por que ainda não consigo identificar a origem do problema, se ele encontra - se concentrado no centro das emoções racionais ou na reserva de sentimentos transtornados.
São dias que trazem consigo uma essência vazia, de sorrisos nos lábios, mas de olhos que não acompanham.
Olhos que, em outras ocasiões foram descritos de forma surpreendente. Que se fecharam ao toque de lábios macios.
Olhos ditos inesquecíveis, mas que simplesmente foram apagados num vislumbre para o outro lado da rua, talvez.
Olhos que hoje despejam dores na sua forma mais pura e concretam, mesmo ainda não estando habilitados a assumirem tal papel.
Agonia, angústia que marcam a pele com longas manchas pretas através das bochechas.


E não adianta questionar mais. É desperdício de tempo. Palavras não podem mudar nada, e nesse caso, nem devem, por que é nítido que a estima depositada sobre mim é zero.
O que me surpreende é que no meio de um marasmo, a ressaca atinge e o barco vira de vez.
Mas temos que lembrar que não podemos passar por cima dos sentimentos de ninguém. 
Calma aí. E os MEUS sentimentos? Eles não contam? 
Eu sou um alien, tive o coração removido ou sou feita de pedra e ninguém me avisou?
A minha maior vontade é quebrar um especifico coração como eu tive o meu retalhado. Porém, como eu não poderia deixar de ser burra, noventa por cento de mim entra em conflito com essa parte vingativa que se aloja na amargura e me impede de pronunciar uma palavra que possa afetar um músculo vivo e pulsante, do qual queria cuidar, mesmo que não fosse de forma direta. 


Mais uma vez conseguiram provar que essa função não pode ser realizada por mim com dignidade.
Por que lágrimas e humilhação tornam a cena mais interessante junto com uma carinha de bravo, diríamos que, irresistível e uma voz carregada de palavras cortantes.
É, só alfinetando mesmo pra poder aliviar tudo o que vive preso e eu tenho vontade de gritar.
E se não quiser falar de vez, vai fazer alguma diferença? Se é que alguma vez chegou a fazer diferença o meu silêncio.
É até melhor, por que até eu sempre achei minha voz estridente e meus assuntos totalmente dispensáveis.
Mas na verdade, ninguém sai mais ferido e machucado que eu, velha soldada nesta batalha de causa perdida, que mesmo assim insiste em enxergar uma minúscula luz no fim de um túnel aparentemente sem fim, entretanto que parece ter apresentado o último ato e sua faceta final.


Disso tudo me sobram gavetas reviradas, na incansável busca de que haja esperança para um futuro em algum lugarzinho, encolhida, toda remendada, tremendo de medo de um coração que insiste em brincar de peteca com a pobre que dizem ser a última a morrer.
E se eu achar, devo jogá - la nos ventos do destino e esperar respostas ou escondê - la entre as mãos e depois procurar um local seguro e aquecido?
Eu simplesmente não sei o que fazer. 
Meu coração me diz pra fazer loucuras, contanto que eu consiga recuperar um tempo que parece estar extinto, enquanto a mente grita para seguir em frente e parar de esmurrar facas,
Eu confio em Deus e sua vontade será cumprida, apenas isso. É o mais coerente.


Às vezes me questiono se terei forças o suficiente para livrar - me, e a resposta ainda vem em forma de não.
Minhas, ou melhor, nossas músicas vão me acompanhar por todos o trajeto.
Todas aquelas que eu não escrevi, mas mesmo assim dediquei a você.
Aquelas que contam histórias tristes de amores impossíveis, aquelas que me levam até você e me fazem sua garota novamente.
Existem também os contos de fadas cantados, que doem e incomodam pelo fato de nunca poder vivê - los...
"Dear God, the only thing I ask of you is to hold him when I'm not around, when it's much too far away..."
Essa música do Avenged Sevenfold representa muito para mim, porém não mais que a que eu vos apresento agora.


Verão após o ensino médio, quando nos conhecemos.
Nos beijamos no seu Mustang, ouvindo Radiohead.
E no meu aniversário de 18 anos, fizemos tatuagens iguais.
Costumávamos roubar licor dos seus pais e subir no telhado.
Falar sobre o futuro como se tivéssemos uma pista.
(Soubéssemos de algo.)
Nunca planejei que um dia eu estaria perdendo você.


Em outra vida, eu seria sua garota.
Nós manteríamos todas as nossas promessas.
Seríamos nós contra o mundo.
Em outra vida, eu faria você ficar.
Então, eu não teria que dizer que você é aquele que se foi.
Aquele que se foi.


Eu era June e você meu Johnny Cash.
Nunca um sem o outro, nós fizemos um pacto.
Às vezes quando eu sinto a sua falta, coloco aquelas músicas para tocar.
Alguém disse que você removeu sua tatuagem.
Te vi no centro, cantando Blues.
É hora de encarar a música: Eu não sou mais sua musa.


Em outra vida, eu seria sua garota.
Nós manteríamos todas as nossas promessas.
Seríamos nós contra o mundo.
Em outra vida, eu faria você ficar.
Então, eu não teria que dizer que você é aquele que se foi.
Aquele que se foi.



Aquele...
Aquele...
Aquele...
Aquele que se foi.


Todo esse dinheiro não pode comprar - me uma máquina do tempo... Não...
Não posso substituí - lo com um milhão de anéis... Não...
Eu deveria ter dito o que você significou para mim...
Mas agora eu pago o preço.


Em outra vida, eu seria sua garota.
Nós manteríamos todas as nossas promessas.
Seríamos nós contra o mundo.
Em outra vida, eu faria você ficar.
Então, eu não teria que dizer que você é aquele que se foi.
Aquele que se foi.


Aquele...
Aquele...
Aquele...


Em outra vida, eu faria você ficar.
Então, eu não teria que dizer que você é aquele que se foi.
Aquele que se foi.


É possível que canções de amor tenham feito toda uma geração sofrer?
Sofremos por que ouvimos as canções ou as canções fazem com que a gente sofra?
Essa música me faz pensar nos "E se..." da vida que deixamos escapar...
Será que a vida que vivemos é aquela que deixamos de ter? Ou é a que o acaso fez questão de nos dar?
Nossas escolhas nos determinam?
O que faríamos se tivéssemos uma máquina do tempo?
Concertaríamos tudo?
Essa música com toda certeza vai fazer com que todos aqueles que já se jogaram nos abismos vertiginosos da paixão e que perderam para a morte do relacionamento (no sentido figurado ou real) se identifiquem.
E Johnny Cash brinda com o blues da tristeza da separação.
Mas nada disso pode ser mudado, por que é só mais uma história que deixou de ser contada.
Mais uma narrativa que poderia ter sido e não foi.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Explicando - me

Peço desculpas a todos aqui pela demora.
A maré de desânimo e falta de inspiração tem me atingido...
Sobre não ter havido post para o dia dos pais, digo e repito: Pai, eu te amo, mas você sabe que eu enfrento problemas, e todo dia é seu dia!
Queria muuuuito encontrar uma coisa legal e aqui postar, mas tudo me parece barulhento demais, invasivo demais...
Perdoem - me.
Em breve tudo estará normalizado, assim espero.
Deixo algo que me acalma.

Angel
Composição: Sarah McLachan
Sarah McLachlan

"Gaste todo seu tempo esperando por aquela segunda chance.
Por uma mudança que resolveria tudo.
Sempre há um motivo para não se sentir bom o bastante,
E é difícil no fim do dia.
Eu preciso de alguma distração.
Oh, perfeita libertação...
A lembrança vaza de minhas veias...
Deixe - me vazia e sem peso,
E talvez, eu encontrarei alguma paz esta noite...
Nos braços de um anjo, voe para longe daqui...
deste escuro e frio quarto de hotel e da imensidão que você teme.
Você é arrancado das ruínas de seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo.
Talvez você encontre algum conforto aqui.
Tão cansada de seguir em frente.
E para todo lugar que você se vira, existem abutres e ladrões nas suas costas,
E a tempestade continua se retorcendo.
Você continua construindo a mentira que inventa para tudo que lhe falta.
Não faz diferença escapar uma última vez.
É mais fácil acreditar nessa doce loucura.
Esta gloriosa tristeza que me faz ajoelhar.
Nos braços de um anjo, voe para longe daqui...
deste escuro e frio quarto de hotel e da imensidão que você teme.
Você é arrancado das ruínas de seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo.
Talvez você encontre algum conforto aqui."


Letra Original.

sábado, 16 de julho de 2011

Confusion.

Mais uma vez a dona dos cachos mais desejados do mundo aparece aqui com sua canção em resposta após o fim do relacionamento com John Mayer.
Daí vem o nome. Nada relacionado ao filme Dear John.
Só sinto por não ter clip oficial.

Dear John
Taylor Swift
Composição: Taylor Swift

"Longas foram as noites quando meus dias giravam ao seu redor.
Contando meus passos.
Rezando para o chão não cair outra vez.
Minha mãe me acusou de ter perdido a cabeça,
Mas eu jurei estar bem.
Você pintou meu céu de azul, e voltou a transformá - lo em chuva.
Eu viva no seu jogo de xadrez,
Mas você muda as regras a cada dia.
Querendo saber qual versão de você, eu pegaria no telefone hoje a noite.
Bem, eu parei de atender.
E esta canção é para que você saiba:
Querido John,
Eu vejo tudo agora, que você foi embora.
Você não acha que eu era muito jovem pra se ter mexido?
A garota de vestido chorou durante todo o caminho de casa.
Eu deveria saber...
Bom, talvez a culpa seja minha e do meu otimismo cego.
Ou talvez seja você, e sua necessidade doentia de dar amor, e depois tirar.
E você vai adicionar o meu nome a sua longa lista de traidores que não entendem.
E eu vou olhar pra trás e lamentar como eu ignorei quando diziam:
"Corra o mais rápido que puder!"
Querido John,
Eu vejo tudo agora, que você foi embora.
Você não acha que eu era muito jovem pra ter mexido?
A garota de vestido chorou durante todo o caminho de casa.
Querido John,
Eu vejo agora, como foi errado.
Você não acha que 19 é muito jovem pra você jogar seus jogos obscuros quando eu te amava tanto?
Eu deveria saber.
Você é um expert em desculpas.
E em manter as linhas borradas.
Nunca me impressiono com seus testes e todas as garotas que você seca com os cansaço, olhos sem vida.
Porque você as queimou,
Mas eu peguei os fósforos antes que o fogo pudesse me alcançar.
Então não olhe agora.
Eu estou brilhando como fogos de artifício sobre sua cidade vazia e triste.
Querido John,
Eu vejo tudo agora, que você foi embora.
A garota de vestido chorou durante todo caminho de casa.
Eu vejo tudo agora, que você foi embora.
Você não acha que eu era muito jovem pra ter mexido?
A garota de vestido escreveu uma canção pra você.
Você deveria saber.
Você deveria saber.
Você não acha que eu era muito jovem?
Você deveria saber."


Letra Original.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

De Pernas Para o Ar.

"O mundo dá voltas e, às vezes, volta ao mesmo lugar, enquanto alguns nem saem dali.
Mas quem volta tem a certeza de que nada será igual.
É como acordar todo dia; Cada manhã é diferente.
Tem gente que sempre volta.
Outros estão em volta.
Alguns, às voltas.
E há quem vai dar uma volta...
Eu orbito.
Voltar é recomeçar. É fazer de novo, de um jeito diferente.
Chegar com a mala em algum lugar conhecido ou não.
E ali tocar a vida como se fosse a primeira vez.
Perdoar as falhas dos outros e reconstruir uma união.
Acordar todo dia como se acabássemos de nascer.
A gente volta o tempo todo. Da escola. Do trabalho. Do futebol. Da casa de, pra casa. Ao mesmo lugar. Para o velho amor. Para terra...
É verdade que tem gente que não volta.
Por que não deu, não quis, não teve coragem...
Tem gente que sempre volta. Tenta de novo...
E há aqueles que abandonam.
Às vezes a volta parece um retrocesso.
Outra, é só uma passagem. Quem sabe dar um tempo para a chuva passar e ver o sol nascer de novo.
O legal é conseguir fazer de cada volta, algo especial. Como se abrisse um presente nunca ganhado antes.
Estar de volta é circundar.
É como a criança ao redor do bolo.
Ou do ser amado esperando um beijo.
Estar de volta é esperar. É rodear, rodear, até "roubar" o desejo.
É ter certeza de que um dia consiga, mesmo que não seja do jeito que realmente desejou.
Às vezes estamos às voltas com alguma coisa.
Com os nossos problemas ou os dos outros.
Com muito ou pouco trabalho.
Às voltas com tarefas domésticas.
Com pensamentos, estratégias, para acertar o, e no alvo.
A volta faz parte da nossa vida.
Tem fazes de voltas. Outra de estarmos às voltas ou em volta.
Também tem dias que precisamos dar apenas uma volta.
Deixar o tempo passar... Esquecer. Espairecer. 
Ou permitir que a nossa volta conceda a outro um respiro.
Uma volta no quarteirão para emagrecer.
Uma volta de maratona.
Dar uma volta para procurar o que fazer.
Dar uma volta para, quem sabe, voltar...
Tem gente que sempre volta.
Outros preferem dar a volta.
Passamos meses às voltas.
Ou um dia em volta.
Mas tem gente que nunca se permite o prazer da volta.
Eu orbito, entre uma volta e outra...
Para onde se vai, é difícil saber...
Mas para voltar...
O que vale é tentar.
Por isso, eu orbito.
Mas tem gente que nunca volta."


-Autor desconhecido




E meu mundo, está girando, voltando e indo...
Bem vindo, meu Bastardinho!